PS critica “desorganização total” no arranque do ano letivo nos Açores

O PS/Açores criticou esta segunda-feira a “desorganização total” no arranque no ano letivo na região, alertando para a “indefinição sobre o número de professores” em várias ilhas e para os “problemas com a implementação” dos manuais digitais. Em conferência de imprensa, realizada na sede dos socialistas em Ponta Delgada, o deputado na Assembleia Regional Carlos […]

O PS/Açores criticou esta segunda-feira a “desorganização total” no arranque no ano letivo na região, alertando para a “indefinição sobre o número de professores” em várias ilhas e para os “problemas com a implementação” dos manuais digitais.

Em conferência de imprensa, realizada na sede dos socialistas em Ponta Delgada, o deputado na Assembleia Regional Carlos Silva realçou que o início do ano letivo, que começa esta segunda-feira, tem sido marcado por um “conjunto de dúvidas, informações e problemas”.

O parlamentar criticou o governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) por existirem escolas “que não estão devidamente preparadas”, porque têm uma rede de internet “insuficiente” ou porque os “manuais digitais ainda não estão disponíveis”.

Essas perturbações, mesmo a existir, podiam ser minimizadas. A informação que nos chega é que há uma desorganização total: ninguém sabe o que está a acontecer, nem há explicações para a não entrega atempada (dos manuais) e para o não funcionamento dos manuais”, afirmou.

Carlos Silva revelou ter conhecimento de escolas em Ponta Delgada e na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, onde os alunos ainda não tiveram acesso aos manuais digitais.

O processo de implementação dos manuais digitais está, de facto, desorganizado e há muito pouco esclarecimento sobre o assunto. Não se percebe porque é que, esta segunda-feira, todos alunos já não têm os manuais disponíveis e totalmente funcionais”, declarou.

O deputado regional lembrou que no ano letivo anterior (2021/2022) decorreram projetos-piloto em São Miguel e na Terceira para a implementação dos livros digitais e disse “estranhar que não tenha sido apresentada às comunidades educativas uma avaliação” sobre aqueles projetos.

O socialista criticou ainda a “indefinição sobre o número de professores, sobretudo nas ilhas mais pequenas”, dando os exemplos de Corvo, Flores, Santa Maria e Graciosa.

O deputado condenou também a “confusão” sobre a falta de assistentes operacionais, que pode levar algumas escolas a “não reabrir”.

Segundo disse, o PS/Açores ficou “surpreendido” com a decisão da secretaria da Educação em constituir “recentemente” uma comissão coordenadora do ProSucesso, um projeto lançado em 2015 pelo anterior governo Regional do PS, que o atual executivo “iria substituir pela Estratégia da Educação para a Década”.

Isto significa que o governo regional tem sido incapaz de desenhar uma estratégia diferente do ProSucesso. (…) Se o ProSucesso continua, continuam também as suas metas? Que taxas se atingiram em 2021/22?”, questionou.

Criado em 2015 pelo governo regional liderado pelo PS, o Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar, designado por ProSucesso, visava a redução da taxa de abandono precoce da educação e o aumento do sucesso escolar em todos os níveis e ciclos de ensino.

O socialista “saudou toda a comunidade educativa dos Açores” no primeiro dia do ano letivo, notando que, “ao contrário do governo que se ausentou da região, o PS/Açores marca presença e assinala a importância deste dia”.

Nós marcamos presença neste dia, porque consideramos importante para a comunidade educativa, portanto, estranhamos que para o governo regional a prioridade seja outra. A nossa prioridade é estar aqui”, reforçou.
Os membros do governo dos Açores encontram-se na Madeira para uma cimeira entre executivos regionais.

Em maio, a secretária da Educação e dos Assuntos Culturais, Sofia Ribeiro, garantiu que todos os alunos do 5.º e do 8.º ano vão ter acesso a manuais digitais neste letivo.

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