PS dá ok. Voltam subvenções vitalícias para antigos políticos

A bancada socialista vai viabilizar a proposta de alteração ao Orçamento para acabar com a suspensão do pagamento de subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos com rendimentos médios mensais superiores a 2000 euros. “Não vamos colocar obstáculos à aprovação dessa proposta de alteração” ao Orçamento do Estado para 2015 subscrita pelos deputados Couto […]

A bancada socialista vai viabilizar a proposta de alteração ao Orçamento para acabar com a suspensão do pagamento de subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos com rendimentos médios mensais superiores a 2000 euros.

“Não vamos colocar obstáculos à aprovação dessa proposta de alteração” ao Orçamento do Estado para 2015 subscrita pelos deputados Couto dos Santos (PSD) e José Lello (PS), disse hoje à agência Lusa o vice-presidente da bancada socialista Vieira da Silva.

A proposta de Couto dos Santos e de José Lello prevê que em 2015 a subvenção vitalícia, bem como as respetivas subvenções de sobrevivência, estejam sujeitas a uma contribuição extraordinária de 15 por cento sobre o montante que exceda os 2000 euros.

Couto dos Santos e José Lello, ambos membros do Conselho de Administração da Assembleia da República, apresentaram conjuntamente uma proposta de alteração orçamental para pôr fim à suspensão introduzida em 2014 em relação ao pagamento de subvenções vitalícias atribuídas a antigos detentores de cargos políticos com rendimentos médios mensais superiores a 2000 euros.

Uma medida que abrangeu apenas um grupo restrito de antigos políticos, já que as subvenções vitalícias terminaram em 2005 por decisão do executivo de José Sócrates, embora sem efeitos retroativos.

Na bancada socialista, esta proposta gerou inicialmente algum desconforto, principalmente entre os deputados mais jovens, mas é apoiada pelos mais antigos na Assembleia da República, sobretudo entre aqueles que optaram já há vários anos pelo regime de exclusividade de funções.

 

OJE/Lusa

Recomendadas

Ministra sinaliza que trabalhadores que recebem salário mínimo não terão perda de poder de compra em 2023

Vem aí uma “negociação intensa”, antecipou a ministra do Trabalho, à saída da reunião em que apresentou aos parceiros sociais as propostas do Governo para o acordo de rendimentos. Entre elas, está a vontade que o salário mínimo suba mais do que a inflação.

Fenadegas pede apoio para adegas cooperativas e produtores de vinho

A Fenadegas diz que “contrariamente às expetativas criadas, nas medidas anunciadas pelo governo para colmatar os efeitos negativos desta crise, não foi previsto nenhum apoio específico para os produtores de vinho e suas unidades de vinificação”.

Goldman Sachs prevê queda de 1% do PIB da zona euro até ao segundo trimestre

“Os sectores químico e automóvel da Alemanha confirmam que o ritmo de paralisações por causa do aumento dos custos de energia provavelmente acelerará”, reforçam os economistas do Goldman Sachs.