PS de Coimbra satisfeito com inclusão do ‘Metrobus’ na reprogramação do Portugal 2020

A solução tecnológica de autocarros elétricos designada ‘metrobus’ do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), que irá servir o antigo ramal ferroviário da Lousã e a cidade de Coimbra, foi integrada na reprogramação do Portugal 2020.

O presidente da distrital do PS de Coimbra congratulou-se hoje com a inclusão do ‘Metrobus’ do Sistema de Mobilidade do Mondego na reprogramação do Portugal 2020, considerando-a uma “boa notícia” para a região.

A solução tecnológica de autocarros elétricos designada ‘metrobus’ do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), que irá servir o antigo ramal ferroviário da Lousã e a cidade de Coimbra, foi integrada na reprogramação do Portugal 2020.

Para o presidente da distrital socialista, Pedro Coimbra, esta é “uma boa notícia para a região e para Coimbra”. O deputado considerou que a reprogramação levada a cabo pelo Governo demonstra que houve empenho do atual executivo liderado por António Costa para encontrar “uma solução [para o SMM] elegível para fundos comunitários”.

“Finalmente, podemos olhar para este assunto com esperança de o resolver em definitivo. O Governo apresentou uma solução, que é a solução do ‘metrobus’, que é uma solução boa e digna e que resolve o problema”, disse à agência Lusa o dirigente e deputado do PS.

O Governo anunciou, em junho de 2017, que o metropolitano de superfície previsto há mais de 20 anos seria substituído por um sistema de autocarros elétricos do tipo ‘metrobus’.

Para Pedro Coimbra, a solução do ‘metrobus’, “mediante todas as circunstâncias, é uma excelente solução”.

“É uma solução sustentável do ponto de vista ambiental e uma solução financiável por fundos comunitários”, vincou.

No entanto, Pedro Coimbra salientou que quer o Sistema de Mobilidade do Mondego quer a requalificação do IP3 são duas obras estruturantes na região “que é preciso ver para crer”.

“Tantas vezes já foram anunciadas e a todos nós se levantam dúvidas cada vez que é apresentada uma solução. Mas acredito que desta vez é mesmo para avançar. Sei do empenho do Governo, que tem sido muito grande, quer em relação ao Sistema de Mobilidade do Mondego, quer em relação ao IP3”, realçou Pedro Coimbra.

O processo do Sistema de Mobilidade do Mondego arrasta-se há mais de duas décadas, com a criação da Metro Mondego, uma sociedade liderada pelo Estado e integrada também pelos municípios de Coimbra, Lousã e de Miranda do Corvo e pela Infraestruturas de Portugal (que substituiu a REFER na composição acionista da empresa de capitais exclusivamente públicos).

O projeto de metro ligeiro para o Ramal da Lousã (ferrovia que servia os municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, que foi desativada em 2010 e cujos carris foram removidos), foi anunciado em 1994, mas, entretanto, abandonado, tendo o atual Governo decidido avançar com o sistema de ‘metrobus’.

O projeto de mobilidade para o Ramal da Lousã e para a cidade de Coimbra com que o Governo de António Costa se comprometeu junto das autarquias, deverá custar 89,3 milhões de euros, disse à Lusa, em 2017, uma fonte governamental.

O investimento de 89,3 milhões de euros no denominado “sistema metrobus”, a candidatar a fundos europeus, inclui a infraestrutura e um total de 43 autocarros elétricos, sendo 30 de 55 lugares sentados, para o troço suburbano da rede, entre Serpins e Coimbra, e 13 articulados de 130 lugares sentados e em pé, para a área urbana da capital do distrito.

O Ramal da Lousã foi encerrado há oito anos para obras que visavam a instalação de um sistema de metro. Iniciadas pelo último Governo de José Sócrates, as empreitadas foram depois suspensas por razões financeiras, passando os utentes do serviço público ferroviário a ser transportados de autocarro.

Pedro Coimbra explicou ainda que Isabel Cruz substituirá Cristina de Jesus como deputada pelo círculo de Coimbra.

A substituição vai ser de “pouquíssimos dias” e deve-se a uma cirurgia a que Cristina de Jesus vai ser sujeita, explicou.

Recomendadas

Bancos sujeitos a coimas até 1,5 milhões se não aplicarem diploma do Governo para crédito à habitação

Está já em vigor, a partir deste sábado, o diploma que estabelece medidas destinadas a mitigar os efeitos do incremento dos indexantes de referência de contratos de crédito para aquisição ou construção de habitação própria permanente. Bancos têm 45 dias a partir de hoje para aplicar as medidas.

Ministra da Justiça diz que é preciso melhorar condições dos processos de recuperação de empresas

“A melhoria das condições de processos de recuperação [de empresas], sobretudo em períodos de insolvência e de dúvida, como o que atravessamos, é um desafio, mas um desafio que temos de concretizar”, afirmou Catarina Sarmento e Castro.

Restaurantes da AHRESP vão assegurar alimentação dos peregrinos da Jornada Mundial da Juventude

A AHRESP vai apoiar a Fundação na “definição das regras de funcionamento da rede de restaurantes e similares que irão assegurar o fornecimento de refeições para os participantes da Jornada Mundial da Juventude e contactar restaurantes e similares para promover a sua adesão à rede, bem como promover o uso do Guia de Boas Práticas da Restauração e Bebidas junto da rede”, lê-se no comunicado.  
Comentários