PS Madeira defende que acréscimo regional ao salário mínimo nacional passe dos 2% para os 5%

Carlos Pereira, deputado do PS-Madeira em São Bento, defende ainda que a Madeira complemente apoios criados pela República, nomeadamente a tarifa social da eletricidade.

O deputado do PS Madeira à Assembleia da República, Carlos Pereira, considera que o Governo Regional deve tomar medidas no sentido de acrescentar apoios àqueles que já são implementados na República, para fazer face à inflação, nomeadamente através de um aumento do acréscimo regional ao salário mínimo de 2% para 5%, bem como um complemento ao apoio que já é dado às famílias beneficiárias da tarifa social de eletricidade.

“Os governos devem, de meu ponto de vista, atuar sobretudo junto dos setores mais frágeis da nossa sociedade, porque são esses que efetivamente sofrem mais com esta perda de poder de compra”, afirmou Carlos Pereira em conferência de imprensa ocorrida na manhã de terça-feira, dia 25 de julho.

Quanto ao acréscimo no salario mínimo, o deputado vincou que a Madeira tem um salário mínimo mais elevado do que aquele que se pratica no continente, mas mais baixo do que aquele que se pratica na Região Autónoma dos Açores, pelo que “é altura” de o Governo Regional aumentar esse adicional, equiparando-o aos 5% aplicados nos Açores.

Quanto aos apoios, deputado socialista lembrou que o executivo nacional já criou duas vagas de apoios paras as famílias e para as empresas, sobretudo aquelas que estão dependentes do custo da energia, algo que diz ter afetado positivamente a Madeira, exemplificando com o apoio extraordinário de 60 euros para as famílias que têm acesso à tarifa de eletricidade, que já abrange cerca de 20 mil famílias madeirenses, bem como a possibilidade de redução do ISP, que consta no Orçamento do Estado e que permite que as famílias e as empresas possam beneficiar de custos de combustíveis mais baratos.

“Estas duas medidas são muito importantes para ajudar as famílias madeirenses, sobretudo aquelas mais necessitadas, a ultrapassar as dificuldades que esta inflação tem vindo a trazer, nomeadamente na diminuição do poder de compra”, vincou o deputado socialista em São Bento.

“Sabendo que a inflação não é conjuntural, que será significativa até ao fim do ano e que no próximo ano ainda se manterá a níveis elevados, parece-me evidente que é indispensável que o Governo Regional junte aos apoios que foram implementados pelo Governo Nacional outros apoios para as famílias regionais”, concluiu Carlos Pereira, apelando a que o executivo regional faça uso da autonomia.

 

 

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