PS defende que é preciso melhorar modelos de gestão e supervisão

O PS diz “tomar nota” dos resultados dos testes de `stress´ à banca, que “não esgotam” a avaliação dos problemas do setor financeiro, e defende que é preciso melhorar os modelos de gestão e supervisão. Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da bancada parlamentar do PS Vieira da Silva afirmou que o partido “regista […]

O PS diz “tomar nota” dos resultados dos testes de `stress´ à banca, que “não esgotam” a avaliação dos problemas do setor financeiro, e defende que é preciso melhorar os modelos de gestão e supervisão.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da bancada parlamentar do PS Vieira da Silva afirmou que o partido “regista e toma nota” dos resultados globais e também dos problemas detetados no BCP.

“Também tomamos nota das declarações proferidas quer da própria instituição em causa e do regulador no sentido de que os problemas detetados estariam em via de superação ou já superados. É isso que nós esperamos”, afirma.

O deputado adverte, no entanto, que os testes realizados “não esgotam toda a natureza dos problemas do setor financeiro e da relação com a economia”, persistindo um problema de “dificuldade de investimento” e de acesso ao crédito por parte das pequenas e médias empresas, que “continua a ser” mais desfavorável em Portugal do que em outros países europeus.

Por outro lado, Vieira da Silva sublinha que a economia portuguesa está a sofrer “um agravamento das condições de financiamento”, que é fruto, entre outras razões, da crise do BES.

“Todos sabemos que o setor financeiro foi abalado por uma crise profunda numa das maiores instituições financeiras do país que mostra que é preciso melhorar os modelos de gestão das instituições e em particular o modelo de supervisão do setor financeiro”, defende.

Para o PS, quer os problemas que derivam de dificuldades de investimento, quer os problemas de motivaram a crise no BES devem ser enfrentados “com determinação” por parte não só do regulador mas também por parte de “quem tem responsabilidades na política nacional e europeia”.

OJE/Lusa

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