PS diz que renúncia de Sérgio Marques mostra um PSD Madeira que “não respeita a liberdade de opinião”

O presidente do PS Madeira diz que a renúncia de Sérgio Marques “não apaga a gravidade dos factos” nem a posição do PS de constituição de uma comissão de inquérito”.

Para o presidente do PS Madeira, Sérgio Gonçalves, a renúncia ao mandato de Sérgio Marques, como deputado do PSD Madeira na Assembleia da República, mostra um PSD Madeira “que não respeita a liberdade de opinião e que tem medo que se apure as verdades”.

Sérgio Gonçalves considera que a renúncia de Sérgio Marques “não apaga a gravidade dos factos nem vem alterar em nada a posição assumida” pelo PS de constituição de uma comissão de inquérito para averiguar as denúncias feitas pelo ex-secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus no governo de Miguel Albuquerque.

“Não abdicaremos de escrutinar todos os atos apontados por Sérgio Marques, segundo o qual o Governo Regional inventou obras e favoreceu grupos económicos da Região, pelos quais se terá deixado pressionar”, acrescenta o líder do PS Madeira.

“A renúncia do mandato do deputado do PSD Sérgio Marques não responde ao problema que o levou a tomar esta decisão, mas reforça o que temos vindo a afirmar, que é preciso mais e maior escrutínio sobre a passada e a presente conduta do Governo Regional”, diz Sérgio Gonçalves.

O dirigente socialista questiona “de que tem medo o executivo regional” e sublinha que o PS “tudo fará para que se apurem as verdades e se responsabilizem os responsáveis por todos os atropelos à democracia na Região”.

Sérgio Gonçalves diz que “têm sido vários os casos menos claros aos quais têm estado ligados elementos do elenco governativo, sem que ninguém assuma responsabilidades”, e afirma que “isso não pode continuar” sendo “urgente que os atos sejam consequentes”.

O deputado do PSD Madeira, eleito para a Assembleia da República, anunciou no Facebook, a renúncia ao mandato por entender não ter “condições políticas” para o prosseguimento das suas funções parlamentares. Sérgio Marques saiu também da comissão política regional do PSD Madeira.

Isto surge depois de Sérgio Marques ter denunciado, em declarações ao DN, a existência de obras inventadas na Madeira e também de favorecimento a grupos económicos.

No Facebook Sérgio Marques refere que no trabalho do DN foi abordado o sucesso dos 47 anos de poder do PSD na Madeira, e que depois de declarações oficiais conversou com o jornalista informalmente sobre “as suas opiniões que todos conhecem, que não são segredo, mas que se referem a momentos do passado, e que estão distantes da atualidade política regional”.

O social democrata continua referindo que parte das declarações prestadas ao DN foram efetuadas em off pois seguiam o contexto das declarações em on. “Uma parte informal que não foi obviamente respeitada. Porque, como referi, estão longe de ter atualidade e pertinência”.

Obras inventadas e favorecimento a grupos económicos

Em declarações ao “DN” Miguel Sousa e Sérgio Marques admitem “obras inventadas” na Madeira.

Sérgio Marques admitiu também ao “DN” que “esta governação social-democrata” levou a que se afirmassem quatro ou cinco grupos económicos, que acumularam “muito poder”, identificando Sousa, Avelino, Pestana, Trindade e Trindade/Blandy. “E principalmente dois grupos […], o Luís Miguel Sousa, com quem eu trabalhei oito anos, e o Avelino Farinha acho que foram os mais beneficiados da governação regional”, disse à mesma publicação.

O social democrata continua referindo que estes grupos foram “muito protegidos” e cresceram “muito à conta dos negócios” com a região, acrescentando que “acumularam muito poder” e “começaram a condicionar a governação”.

Sérgio Marques acusa Luís Miguel Sousa de ter conseguido afastar Eduardo Jesus do Governo porque este tinha uma agenda para “reformular o porto” e que Avelino Farinha o “consegue afastar das obras públicas. Ele não queria que eu saísse do governo, ele queria era só afastar-me das obras públicas”.

O social democrata acusa também “os grupos viram-se na necessidade de controlar os media regionais”, e admite que quando deixou o Governo “houve ali muito dedo de Alberto João Jardim”.

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