PS Madeira quer “estudo científico rigoroso” sobre manuais digitais nas escolas

“Não basta entregar um manual digital – um tablet – aos alunos para dizer que se está a transformar a escola. É preciso muito mais”, disse este sábado, 13 de agosto, o líder da bancada socialista, Rui Caetano, numa iniciativa partidária junto à Escola Secundária Jaime Moniz, no Funchal.

O grupo parlamentar do PS na Assembleia Legislativa da Madeira defendeu este sábado, 13 de agosto, a realização de um “estudo científico rigoroso” sobre a implementação dos manuais digitais nas escolas da região e alertou para a “muita propaganda” em torno do processo.

“Não basta entregar um manual digital – um tablet – aos alunos para dizer que se está a transformar a escola. É preciso muito mais”, disse o líder da bancada socialista, Rui Caetano, numa iniciativa partidária junto à Escola Secundária Jaime Moniz, no Funchal.

“É preciso investir muito mais nas pedagogias, nas metodologias de trabalho, é preciso apostar muito mais nas novas práticas de salas de aula, em novos ambientes de aprendizagem. Não basta referir que temos um manual digital para dizer que estamos a ter um novo modelo de ensino na Região Autónoma Madeira”, reforçou.

O Governo da Madeira (PSD/CDS-PP) introduziu os manuais digitais pela primeira vez no ano letivo 2018/2019 e, de acordo com a informação oficial, o processo está “suficientemente consolidado” ao nível do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e será alargado ao ensino secundário no próximo ano letivo, envolvendo a título experimental quatro escolas e 11 turmas.

Rui Caetano afirmou que o PS/Madeira concorda com o projeto dos manuais digitais, mas sublinha a necessidade da realização de um estudo científico, conduzido por uma entidade externa ao Governo Regional, para aferir os resultados ao nível da aprendizagem dos alunos.

O líder da bancada socialista lembrou que, há dois anos, o partido apresentou um projeto na Assembleia Legislativa para a realização desse estudo pela Universidade da Madeira, iniciativa que foi aprovada por unanimidade, embora não seja ainda conhecido qualquer resultado.

“Aquilo que se pretendia era que a Secretaria Regional de Educação fizesse um protocolo com a Universidade da Madeira para que começasse a fazer um acompanhamento científico e rigoroso de todo o processo, através de inquéritos, de entrevistas e de estudos comparativos, para percebermos se, na verdade, a implementação dos tablets e dos manuais digitais estava ou não a atingir o objetivo pretendido, que era resolver as aprendizagens dos nossos alunos”, explicou.

Rui Caetano considera haver da parte do executivo regional uma “obsessão pelos manuais digitais”, constatando que “aquilo que se ouve é muita propaganda e que as coisas estão todas a correr muito bem e têm sido um sucesso”.

“Aquilo que nós queremos é um estudo por uma entidade externa, que faça um acompanhamento rigoroso, científico, para que possamos avaliar o nível das aprendizagens”, disse, explicando que os estudos conhecidos até ao momento são feitos pelas entidades que vendem os manuais digitais à Secretaria Regional de Educação e às escolas.

De acordo dados oficiais, o Governo da Madeira já investiu cerca de 8 milhões de euros na introdução de manuais digitais nas escolas e prevê canalizar mais 21 milhões do Plano de Recuperação de Resiliência (PRR), generalizando a sua utilização até 2026.

 

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