PS quer incentivos para fixar pessoas e combater despovoamento do norte da Madeira

Entre as medidas defendidas pelo PS Madeira estão a criação de incentivos ao empreendedorismo e à fixação de empresas.

O PS quer medidas para fixar pessoas e combater o despovoamento do norte da Madeira.

A deputada do PS Madeira, Mafalda Gonçalves, considerou que é preciso “trazer mais vida ao norte”, durante uma iniciativa da ‘Academia PS’, em Santana.

A socialista referiu que as desigualdades entre norte e sul da região são notórias há muito tempo, tendo salientado que o PSD, que governa a região há 47 anos, achou que o problema se resolvia com as infraestruturas viárias. “Acreditam que ao se encurtar as distâncias com as vias rápidas está resolvido o problema, mas, na verdade, esse é apenas um dos fatores que se deve ter em conta”.

A deputada do PS referiu que o envelhecimento da população no norte da região, decorreu dos jovens terem sido “obrigados a emigrar à procura de sustento e das oportunidades que a terra que os viu nascer não tem para lhes oferecer”, pelo que é necessário implementar medidas que “travem a desertificação deste território e que potenciem a fixação de jovens”.

Mafalda Gonçalves considerou que a criação de incentivos ao empreendedorismo e à fixação de empresas que sejam geradoras de postos de trabalho são algumas das medidas que permitiriam combater a desertificação do norte. “Seria necessário implementar um conjunto de medidas, alicerçadas numa estratégia regional que passe por incentivos fiscais em sede de IRC para empresas que se fixem no Norte e que criem novos postos de trabalho”.

A criação de um apoio aos desempregados que celebrem contratos de trabalho ou criem o seu próprio emprego nestas localidades e que implique mobilidade geográfica foram outras das medidas propostas pela deputada do PS.

Entre as medidas defendidas pela socialista estiveram também a criação de bolsas de habitação para arrendamento jovem, que “garantam habitação a custos acessíveis a partir da valorização de casas devolutas e da reabilitação de património degradado ou abandonado, envolvendo os municípios e os proprietários”.

Mafalda Gonçalves salientou a importância de “valorizar os produtos regionais e a gastronomia local na oferta formativa nas áreas da hotelaria e restauração, pela criação de roteiros culturais e de lazer que tenham como referência as potencialidades do norte”.

A socialistas disse ainda que o encurtamento das distâncias não se faz apenas pelas vias rodoviárias, sendo a acessibilidade digital outra das estratégias. “É preciso investir numa cobertura de rede generalizada e que permita o acesso digital global a todos os cidadãos, para estudar ou trabalhar remotamente, atividade que ganhou maior prevalência com a pandemia. Hoje, cada vez mais se torna possível trabalhar a partir de casa recorrendo às novas tecnologias e, se a distância e o tempo que se gasta nas deslocações constituem um fator de desigualdade, essa pode ser esbatida diminuindo o número de deslocações semanais, trabalhando remotamente a tempo parcial. Para isso, tem que se garantir uma cobertura de rede que possibilite esta modalidade de uma forma eficiente e que permita também que o Norte se torne um polo de atração de nómadas digitais”, disse Mafalda Gonçalves.

Já o presidente do PS Madeira, Sérgio Gonçalves, disse ser necessário fixar população no norte. Nesse sentido o socialista considerou que é preciso criar condições para que os jovens se fixem nestes territórios, “não apenas com incentivos fiscais, mas também apostando na criação de incentivos e apoios à recuperação de habitações em espaço rural e na criação de empregos e melhores salários”.

O socialista disse que outra das medidas passa pela valorização do produto regional, “gerando mais valor em toda a cadeia de produção, o que permitirá às novas gerações dedicarem-se a um setor que lhes permita melhores rendimentos do seu trabalho, constituir família e fixar-se neste território”.

Sérgio Gonçalves considerou que é preciso também aproveitar “o potencial turístico destas localidades, recuperando as suas tradições e caraterísticas únicas, de modo a que deixem de ser apenas pontos de visita, mas também locais de usufruto e estadia”.

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