PS quer ouvir Galp e Matos Fernandes no Parlamento sobre fecho da refinaria de Matosinhos

O grupo parlamentar do PS diz que a intenção da Galp põe em causa perto de mil postos de trabalho, “tendo um impacto muito significativo na economia da Região”. 

O grupo parlamentar do PS quer chamar ao Parlamento o Conselho de Administração da Galp, bem como o ministro do Ambiente e da Ação Climática para explicarem a intenção da empresa encerrar a refinaria de Matosinhos.

“O GPPS foi surpreendido pela comunicação social da intenção da GALP encerrar a refinaria de Matosinhos”, começa por explicar o grupo parlamentar no requerimento entregue esta terça-feira no Parlamento, salientando que “esta intenção põe em causa perto de mil postos de trabalho, tendo um impacto muito significativo na economia da Região”.

Neste sentido, os socialistas querem ouvir as explicações do Conselho de Administração da GALP, do Ministro do Ambiente e da Ação Climática e da Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, vincando “a escassez de informação e a desumanidade que significa este anúncio num contexto de uma profunda crise económica e social”.

Na segunda-feira, a Galp anunciou que vai encerrar a refinaria de Matosinhos, distrito do Porto e que vai passar a concentrar as suas operações em Sines, distrito de Setúbal. “Após uma rigorosa avaliação de alternativas, a Galp irá concentrar as suas atividades de refinação e desenvolvimentos futuros no complexo de Sines e descontinuar as operações de refinação em Matosinhos a partir de 2021”, segundo o comunicado da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva, garantindo que o “aprovisionamento e a distribuição de combustíveis no país não serão impactados por esta decisão”.

Após o anúncio, o Governo revelou as suas “preocupações” em relação ao “destino dos trabalhadores” da refinaria de Matosinhos, com o Ministério do Ambiente a mostrar-se disponível para “reunir com a Galp e com as estruturas representativas dos trabalhadores, exigindo da empresa todo o empenho e sensibilidade social para procurar soluções para o futuro próximo”, segundo o comunicado divulgado pela tutela.

O Estado, através da Parpública, detém uma participação de 7,48% no capital da Galp. O maior acionista da empresa é a Amorim Energia, que detém 33,34% da empresa. Esta sociedade é controlada em 55% pela família Amorim, com 45% a serem detidos pela Sonangol, petrolífera estatal angolana.

Galp deixa de usar Matosinhos como refinaria em 2021. Operação vai ser concentrada em Sines

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