PS questiona eficácia da “tardia” estratégia regional contra a pobreza na Madeira

O PS requereu um debate protestativo sob tema a pobreza na Região Autónoma da Madeira, o qual ocorreu esta quarta-feira, dia 18, na Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM). A Secretária regional de Inclusão e Cidadania, Rita Andrade, participou no debate.

O líder parlamentar do PS, Rui Caetano, questionou na Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM) a eficácia “em concreto” da estratégia regional contra a pobreza na Madeira.

No debate protestativo do PS sob tema da pobreza, o qual ocorreu esta quarta-feira, dia 18 de maio, na Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM), o líder parlamentar questionou o que melhorou “em concreto” após a aprovação de estratégia regional contra pobreza na Madeira, nomeadamente através de um trabalho precoce de prevenção, de inclusão e da justiça social.

Considerando o plano regional “tardio, mas um passo importante”, após “propaganda negacionista” do PSD e CDS quanto à existência do problema, Rui Caetano destacou o plano regional para integração dos sem-abrigo, o plano regional de apoio à família, o plano regional para o envelhecimento ativo, o apoio à violência doméstica, mas continuou indagando se, nestas questões, a Madeira terá melhorado os indicadores.

“O resultado é que, até hoje, continuamos a viver na região com a maior taxa de risco de pobreza e exclusão social do país, com mais de 1.000 idosos em listas de espera para lares e cada vez mais sem abrigos nas ruas” tornando-se a pobreza “um problema estrutural”, lamentou Rui Caetano.

Quanto aos dados estatísticos, o deputado socialista voltou a lembrar que “continuamos atrás das outras regiões do país” no que toca à taxa de risco de pobreza. O parlamentar referiu ainda outros indicadores, tais como o facto de 51,5% da população da região não conseguir arrecadar com despesas inesperadas sem recorrer a empréstimos e 9,4 não ter capacidade para pagar atempadamente as suas rendas e outras despesas.

“O discurso sobre pobreza na região não pode ser abafado, pelo contrário, é mais uma forma de exigir a toda a sociedade, e principalmente de quem nos governa, que a problemática existe e que necessita de uma intervenção estruturada e comprometida com processos de inclusão de autonomização e medidas sociais e económicas que ajudem a reduzir as desigualdades na distribuição de riqueza e bem-estar”, concluiu o líder parlamentar, introduzindo assim o debate na ALRAM.

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