PSD: Albuquerque sem preferências na corrida interna optaria por legislativas em fevereiro

“Eu sou defensor que as datas devem levar em linha de conta a possibilidade de nos partidos à direita ficar tudo esclarecido. Sou contra a possibilidade de qualquer um dos partidos não ter a possibilidade de clarificar as lideranças e de reforçar a legitimidade dessas lideranças”, justificou.

O líder do PSD Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou esta quinta-feira, 4 de novembro, que não vai apoiar qualquer dos candidatos à liderança dos sociais-democratas para dar liberdade de escolha aos militantes da Região.

“Eu, como presidente do partido, o secretário-geral do PSD Madeira [José Prada] e o líder parlamentar [Jaime Filipe Ramos] não vamos apoiar nenhum candidato para manter a liberdade de escolha dos militantes aqui na Madeira e para nós não fragmentarmos nesta eleição interna a unidade do partido”, disse Miguel Albuquerque.

O também presidente do Governo Regional da Madeira, de coligação PSD/CDS-PP, falava à margem da apresentação dos novos 15 autocarros turísticos adquiridos pela empresa Horários do Funchal.

O líder dos sociais-democratas na Madeira referiu ainda que não tem opinião sobre se as eleições internas do PSD devem realizar-se antes ou depois das legislativas antecipadas, reforçando não ter “qualquer posição relativamente à disputa que se avizinha”.

Salientou, igualmente, que já transmitiu aos candidatos que devem “esclarecer os militantes da Madeira e com todas as condições de liberdade”.

Já relativamente às eleições legislativas antecipadas, cuja data deverá ser anunciada esta quinta-feira pelo Presidente da República, Miguel Albuquerque adiantou que, se fosse Marcelo Rebelo de Sousa, “escolheria possivelmente a primeira semana de fevereiro”.

“Eu sou defensor que as datas devem levar em linha de conta a possibilidade de nos partidos à direita ficar tudo esclarecido. Sou contra a possibilidade de qualquer um dos partidos não ter a possibilidade de clarificar as lideranças e de reforçar a legitimidade dessas lideranças”, justificou.

Por outro lado, argumentou que “o Natal e o Ano Novo não são períodos propriamente propícios à atividade política”.

São candidatos à liderança do partido o atual presidente do PSD, Rui Rio, e o eurodeputado Paulo Rangel, tendo também o ex-candidato do PSD à Câmara Municipal de Alenquer Nuno Miguel Henriques anunciado na quarta-feira que está a recolher assinaturas para concorrer à eleição.

As diretas no PSD estão marcadas para 4 de dezembro e, no próximo sábado, vai reunir-se o Conselho Nacional do partido, em Aveiro, para analisar a situação política e um pedido de antecipação do Congresso por parte de dirigentes distritais e conselheiros (na maioria apoiantes de Rangel) de janeiro para entre 17 e 19 de dezembro.

O presidente do PSD, Rui Rio, tem-se manifestado contra a realização das diretas face à proximidade das legislativas, mas ainda não esclareceu se irá avançar com uma nova proposta formal de adiamento, depois de o Conselho Nacional ter rejeitado essa ideia na última reunião em outubro, ainda antes do ‘chumbo’ do Orçamento do Estado.

Miguel Albuquerque, que participou na quarta-feira no Conselho de Estado, defendeu ainda que a reunião “foi muito útil”, tendo ficado “muito clara a posição dos conselheiros de Estado relativamente à questão da crise política gerada pela falta do apoio parlamentar do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda ao Partido Socialista”.

“E a solução encontrada acho que é aquela que está em consonância com a situação porque quando há, numa democracia, uma crise política, devolve-se a voz aos cidadãos eleitores porque eles é que são soberanos”, reforçou.

O Conselho de Estado deu parecer favorável à proposta – feita por Marcelo Rebelo de Sousa – de dissolução da Assembleia da República, segundo um comunicado divulgado na quarta-feira, depois da reunião.

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