PSD critica atraso na substituição dos cabos submarinos e chama ANACOM ao parlamento

A audição requerida pelo PSD deve acontecer esta quarta-feira. Os sociais democratas alertam que é preciso soluções que evitem rutura nas comunicações.

O PSD entregou um requerimento para ouvir o presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) relativamente aos cabos submarinos. A audição na Assembleia Legislativa da República deve acontecer esta terça-feira. Os sociais democratas criticam o atraso na substituição destes cabos e alertam que que as novas ligações não devem estar prontas em 2023.

“A interligação dos Açores a Lisboa por via de cabo submarino é imprescindível, pelo que se torna necessário avaliar a situação e procurar desde já soluções que evitam uma situação de rutura nas comunicações, o que, a acontecer, seria extremamente grave pois delas dependem telefones móveis e fixos, televisão, o funcionamento da banca, a internet e tudo o que nela assenta”, referiu o PSD.

Os sociais democratas chamam a atenção para os “riscos acrescidos” tendo em conta que os componentes eletrónicos “ultrapassarão o tempo de vida útil para os quais foram desenhados e projetados de raiz, riscos que aumentam à medida que a vida útil se aproxima do fim, e aumentarão exponencialmente, quando aquela for ultrapassada”.

O PSD sublinha que o tempo de vida dos troços de interligação ao continente do atual sistema com configuração em anel CAM, que assegura toda a interligação, “termina de facto no final de 2024 (Açores) e 2025 (Madeira)”. O partido acrescentou que atualmente o tráfego de dados continua “inexoravelmente a crescer”, ao ponto de se causar congestionamento caso não se proceda à “substituição atempada” dos cabos o que iria provocar uma “inevitável degradação” da qualidade de serviço da transmissão.

“A não atempada substituição será verdadeiramente catastrófica se, cumulativamente, existir uma avaria ou falha de um dos lances do anel impossibilitando o escoamento repartido do tráfego”, alerta o PSD.

A força partidária considera que a audição do presidente da Infraestruturas de Portugal veio reforçar as “preocupações várias relativamente à viabilidade da entrada em funcionamento daquelas infraestruturas em tempo útil e sem que ocorra previamente uma interrupção dos serviços por elas assegurados”.

A secretária regional das Obras Públicas e Comunicações dos Açores, Ana Carvalho, alertava, ao Económico Madeira, em dezembro de 2021, que a substituição dos cabos submarinos era “prioridade máxima”.

Nessa altura já existia o risco de os Açores entrarem em “apagão” se o cabo submarino que liga o território continental às regiões autónomas da Madeira e dos Açores não for substituído em tempo útil. O atual cabo pode tornar-se obsoleto em 2024, no caso da ligação com os Açores, e em 2025, na ligação com a Madeira.

No caso da Madeira a situação é ligeiramente diferente tendo em conta a maioria redundância que existe nestes cabos submarinos face aos Açores.

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