PSD pede intervenção do Presidente da República na polémica da CGD

Ricardo Mourinho Félix disse à TSF que “não assinei nenhum acordo, nenhum acordo aludia a esse tipo de condições. O único acordo que existe é o que foi assinado com a DG Comp”.

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Luís Montenegro, depois do Secretário de Estado Ricardo Mourinho Félix ter dito à TSF que não havia nenhum compromisso escrito, veio dizer que “temos de pedir a intervenção do Senhor Presidente da República” para o esclarecimento de várias declarações contraditórias.

O PSD pede assim a intervenção do Presidente da República no caso das declarações de rendimentos dos gestores da Caixa Geral de Depósito, depois do secretário de Estado do Tesouro ter garantido que nunca se comprometeu a dispensar estes responsáveis da apresentação da declaração ao Tribunal Constitucional. Em declarações à TSF, Ricardo Mourinho Félix nega as afirmações sobre a existência de um acordo escrito, mas segundo a SIC o Governo comprometeu-se a aceitar as condições da equipa de António Domingues.

Ricardo Mourinho Félix disse à TSF que “não assinei nenhum acordo, nenhum acordo aludia a esse tipo de condições. O único acordo que existe é o que foi assinado com a DG Comp”. O jornal Expresso fala em mails trocados que sustentam as declarações de António Lobo Xavier de que haveria compromissos escritos.

O PSD pediu o memorando enviado por Antonio Domingues a Mário Centeno que o encaminhou a Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, fez dois requerimentos à Assembleia da República, um dirigido ao Ministro das Finanças outro ao Presidente do Conselho de Administração da CGD, avança a SIC Notícias.

“Cobardia política da parte do primeiro-ministro”, considera Assunção Cristas, líder do CDS-PP que disse ainda que António Costa se está “a esconder” atrás de ministros. E que é o responsável máximo da situação, diz.

Quer Mário Centeno e Quer Marcelo Rebelo de Sousa dizem que tudo se vai esclarecer e será “simples”.

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