PSD quer explicações do Governo sobre “prestações sociais indevidas recebidas pela presidente do IEFP”

O principal partido da oposição vem este sábado pôr mais achas na fogueira que envolve Maria Adelaide Franco, que, esta quinta-feira, disse à SIC estar disponível para devolver as verbas recebidas, caso a Segurança Social considere que foram indevidas.

O PSD pediu este sábado, 23 de julho, ao Governo que explique o imbróglio que envolve a presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). “Os deputados do PSD querem saber que diligências foram tomadas pelo Governo em relação à Presidente do Conselho Diretivo do Instituto do Emprego e Formação Profissional que, de acordo com notícias recentes, poderá ter recebido prestações sociais indevidas”, afirma um comunicado do partido enviado às redações.

Numa pergunta dirigida à Ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, os sociais-democratas afirmam que, a ser verdade, esta situação é “de enorme gravidade, desde logo porque está em causa um titular de cargo público, com responsabilidades executivas num Instituto com competências e atribuição em matéria de emprego.”

Para o PSD, o IEFP tem enorme relevância no mercado de trabalho nacional, movimenta elevados montantes nacionais e comunitários e, por isso, tem de registar uma elevação ética sem mácula e uma estrita observância das disposições legais em vigor. “Naturalmente, estar acima de qualquer suspeita deve aplicar-se não só à atividade que o IEFP desenvolve, mas também, e naturalmente, a quem preside à Instituição”, acrescentam os deputados.

Assim, “a bem da salvaguarda do bom nome da Instituição e da sua atual Presidente”, o PSD entende que necessário “um cabal esclarecimento” por parte do Governo.

O jornal Público avançou ontem, em notícia paga que a Segurança Social está a verificar o subsídio de desemprego da presidente do IEFP, de forma a apurar eventuais problemas ou irregularidades. No dia anterior, Maria Adelaide Franco garantiu à SIC estar disponível para devolver verbas “que possa ter recebido indevidamente”.

A polémica estalou no Jornal de Negócios, segundo o qual Maria Adelaide Franco recebeu subsídio de desemprego, durante quase ano e meio, depois de ter cessado o contrato com a empresa que fundou (Mindsetplus) — e na qual viria a ser reintegrada. Enquanto isto, manteve atividades “pontuais” e “não remuneradas” com a empresa.

Recomendadas

Brasil/Eleições. Juíza pede à PGR investigação contra Bolsonaro por ataque às urnas eletrónicas

A juíza Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, enviou esta segunda-feira à Procuradoria-Geral da União (PGR) um pedido de investigação contra o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, por ter feito ataques ao sistema eleitoral num encontro com embaixadores.

Schröder evita para já expulsão do partido no poder na Alemanha por laços com Putin

O antigo chanceler alemão Gerhard Schröder escapou esta segunda-feira à expulsão do Partido Social Democrata (SPD), apesar da pressão da formação de Olaf Scholz para ser excluído devido à sua proximidade com o Presidente russo, Vladimir Putin.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta segunda-feira, 8 de agosto

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcaram o dia informativo desta segunda-feira.
Comentários