PSD quer que apoio a Moçambique seja uma das prioridades da presidência portuguesa da UE

Os social-democratas consideram que a cooperação entre Portugal e a UE para Moçambique pode trazer “oportunidades de financiamento” de projetos de reintegração e desenvolvimento social e económico após os ataques terroristas em Cabo Delgado.

Flickr/PSD

O Partido Social Democrata (PSD) pede ao Governo que ajude Moçambique, durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE), a enfrentar a “grave situação humanitária” que enfrenta. Os social-democratas consideram que a cooperação entre Portugal e a UE pode trazer “oportunidades de financiamento” de projetos de reintegração e desenvolvimento social e económico após os ataques terroristas em Cabo Delgado.

Num projeto de resolução entregue na Assembleia da República, a bancada do PSD salienta que Moçambique enfrenta “uma grave crise humanitária resultante do quadro de violência armada que ocorre na província de Cabo Delgado, no norte do país”. Nos últimos três anos, a violência e ataques terroristas provocaram 2 mil mortes e originaram mais de 500 mil deslocados, que se concentraram sobretudo na capital provincial Pemba.

Dadas as ligações históricas entre Portugal e Moçambique, o PSD entende que, durante a Presidência Portuguesa do Conselho da UE, o Governo português deve desenvolver “todos os esforços diplomáticos no sentido de apoiar Moçambique” e incrementar projetos de cooperação com a UE para Moçambique que potenciem “o aumento dos níveis da educação, rendimentos e acesso à saúde na província de Cabo Delgado”.

Segundo os social-democratas, “a existência de projetos de cooperação delegada da UE com institutos públicos portugueses assume-se como um eixo fundamental para a criar projetos que capacitem a população de Cabo Delgado”. Isto porque irá promover “o desenvolvimento social e económico” enquanto “meio de reintegração da população deslocada e residente” na província de Cabo Delgado.

A província moçambicana está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo autoproclamado Estado Islâmico desde 2019. Em Pemba, os mais de 500 mil deslocados estão sem habitação nem alimentos.

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