PSD questiona Governo sobre decisão de aumentar salários dos administradores da TAP

O PSD considera que, perante este cenário, “é deplorável que tal suceda quando se está na iminência de verificar na TAP o maior despedimento coletivo público de que há memória e a impor perdas significativas nos salários dos seus colaboradores.

O PSD questionou o Governo esta terça-feira sobre a decisão de aumentar os salários a três administradores da TAP. Em comunicado, os deputados Afonso Oliveira, Cristóvão Norte, Carlos Silva e restantes membros PSD Comissão de Economia, colocam duas questões ao Executivo liderado por António Costa: “se confirma os valores que forma tornados públicos” e “se já deu ou vai dar orientações para que esta decisão seja revertida com caráter imediato e efeitos retroativos, se for o caso”.

O jornal “Eco” noticiou esta segunda-feira os novos salários aprovados pela Comissão de Vencimentos da TAP, que praticamente duplicou a remuneração mensal do CEO interino da TAP, Ramiro Sequeira, elevando-a aos 35 mil euros brutos por mês, com efeitos retroativos a setembro. Além disso, também foram aumentados os salários do Chairman, Miguel Frasquilho, que faz o upgrade de 12 mil para 13,5 mil euros brutos mensais, e da gestora Alexandra Vieira Reis, que entrou para a Comissão Executiva e que, por isso, é aumentada de 14 mil para 25 mil euros mensais.

O PSD considera que, perante este cenário, “é deplorável que tal suceda quando se está na iminência de verificar na TAP o maior despedimento coletivo público de que há memória e a impor perdas significativas nos salários dos seus colaboradores. Mais ainda, quando o beneficiário em causa é CEO a título interino, e se arrasta irresponsavelmente a escolha do novo CEO – o que é incompreensível quando a empresa está a renegociar a sua reestruturação”.

Estes deputados consideram que “esta decisão mina a confiança dos cidadãos num  Governo que decidiu colocar 3,7 mil milhões de euros dos seus impostos, mas que persiste em se recusar a dar a conhecer ao parlamento o plano de reestruturação que será objeto de negociação em Bruxelas, privando os representantes dos portugueses de exercerem qualquer escrutínio”.

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