PSD: Rio diz que internas “meteram-se pelo caminho” mas foco é nas legislativas

Questionado sobre se o foco nas legislativas também será uma forma de campanha para as eleições internas, o líder do PSD frisou que quando faz campanha para todos os portugueses os militantes social-democratas “também estão a ouvir”.

Rui Rio
Tiago Petinga/Lusa

O presidente do PSD e recandidato ao cargo, Rui Rio, reafirmou hoje que as eleições internas “meteram-se pelo caminho”, mas que o seu foco está nas legislativas de 30 de janeiro.

“Chegado a 30 de janeiro, eu e o PSD temos que estar preparados para dar as respostas necessárias ao país. As de 27 de novembro [data das eleições internas] meteram-se pelo caminho. Trata-se, vai andando. Mas aquilo que é a resposta que o PSD tem de dar não é as eleições lá dentro e em quem vota e deixa de votar, é ao país”, disse Rui Rio, que falava aos jornalistas depois da reunião do Conselho Estratégico Nacional do partido em Coimbra, para preparação do programa eleitoral para as legislativas de 2022.

Questionado sobre se o foco nas legislativas também será uma forma de campanha para as eleições internas, o líder do PSD frisou que quando faz campanha para todos os portugueses os militantes social-democratas “também estão a ouvir”.

“Se eu vou a uma eleição interna, vou para ganhar. Obviamente que tenho uma campanha interna para ganhar, mas não é essa em que eu estou focado neste momento. Eu estou focado naquela que é a eleição de 30 de janeiro. Essa é que é de uma responsabilidade enorme”, asseverou.

O presidente do PSD frisou que é mais importante a preparação do programa eleitoral para as legislativas, que “não se faz ali num cantinho, com uma folhinha a escrever duas ou três ideias”.

“Eu concorro às eleições diretas para ganhar e, se ganhar, tenho de estar preparado. Se tenho que estar preparado, tenho que fazer isto [elaborar o programa]. Se agora cruzar os braços e ficar à espera a ver o que acontece no dia 27 de novembro, depois não estou preparado”, salientou.

Durante a conferência, Rio recusou-se ainda a responder às críticas do candidato à liderança do partido Paulo Rangel, que considera que o atual presidente do PSD deixou de ter condições para ser primeiro-ministro.

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