PSI 20 acompanha Europa em queda. Galp, BCP e NOS pressionam bolsa portuguesa

A bolsa nacional é pressionada por 11 empresas cotadas em queda.

O principal índice bolsista português (PSI 20) negoceia no vermelho, após sete sessões consecutivas em terreno positivo. O PSI 20 perde 0,30%, para 4.781,09 pontos, em linha com as principais congéneres europeias, esta sexta-feira. A bolsa nacional é pressionada por 11 empresas cotadas em queda.

Na Europa, as principais bolsas recuam, uma vez que os investidores esperavam mais desenvolvimentos sobre as negociações entre o Partido Democrata e o Partido Republicano para um novo pacote de estímulos à economia. A situação entre o Reino Unido e Bruxelas também não deixa os investidores descansados, uma vez que o impasse nas negociações para a futura relação comercial continua.

O Reino Unido já avisou que se até domingo não houver um entendimento não haverá acordo a tempo de entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2021. Por isso, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, já está a preparar os britânicos para um cenário de no deal.

A Comissão Europeia também já veio apresentar um plano para o caso de não ser possível chegar a um acordo antes do dia 31 de dezembro, quando termina o período de transição para o pós-Brexit.

Não obstante, os investidores podem ainda reagir positivamente ao anúncio do Banco Central Europeu. Na quinta-feira, a presidente do BCE, Christine Lagarde, anunciou um reforço de 500 mil milhões de euros para a ‘bazuca’ europeia.

Na bolsa portuguesa, o PSI 20 é pressionado pelas energéticas. papeleiras retalhistas.

A Galp Energia lidera as perdas, desvalorizando 2%, para 9,12 euros. Ainda no setor da energia, a EDP recua 0,15%, para 4,75 euros.

Ao nível da quebra da Galp, negoceiam em terreno negativo o BCP (-1,97%) e a NOS (-1,56).

O setor do papel evidencia-se também, com a Semapa a cair 0,72%, para 9,65 euros. A Navigator contribui para a negociação em queda, recuando 0,56%, para 2,48 euros.

No retalho, a Sonae (-0,64%) e a Jerónimo Martins (-0,21%) contribuem para que o PSI 20 negocie no vermelho. Entre estas, destaque para a Sonae, que anunciou ontem ter levado a cabo um conjunto de operações de refinanciamento indexadas ao desempenho do grupo em indicadores ambientais, sociais e de governo corporativo, no montante total de 150 milhões milhões de euros.

Os spreads finais das operações dependem da capacidade da Sonae na promoção da igualdade de género em cargos diretivos e na redução de emissões de dióxido de carbono. A Sonae efetuou uma emissão de obrigações ESG-Linked a 5 anos, com objetivos para a liderança no feminino, por subscrição particular, no montante de 50 milhões de euros. Desde o início do ano, a Sonae refinanciou mais de 830 milhões de euros de dívida de longo prazo.

Em terreno positivo, negoceiam apenas dua cotadas – EDP Renováveis e a Pharol.

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