PSI 20 contraria ‘maré vermelha’ europeia e fecha 2017 em alta

EDP, EDP Renováveis, NOS, CTT e Jerónimo Martins contribuíram para o fecho em alta do índice nacional.

Cristina Bernardo

A Bolsa de Lisboa fechou a última sessão de 2017 a ganhar 0,36% para os 5.388,33 pontos catapultada pelos resultados positivos da EDP, EDP Renováveis, NOS, CTT e Jerónimo Martins, contrariando assim a principal tendência das bolsas europeias, onde se registaram desvalorizações.

Assim, a última sessão bolsista do ano terminou com onze cotadas em alta, seis em desvalorização e uma sem alteração na valorização.

Na bolsa nacional, o último dia do ano ficou assinalado por uma ligeira valorização e por uma redução do volume de negociação para níveis inferiores à média.

O BCP, um dos melhores performers do PSI20 durante 2017, terminou com um ganho de 0.67% nos 0.2720 €. O banco anunciou que a BlackRock passou a deter uma participação de 2.81% no capital social do banco.

A Galp recuou 1.48%, apesar do preço do petróleo estar a subir nos mercados internacionais.

A Jerónimo Martins avançou 0.37% para os 16.1950 €, mantendo assim a performance positiva assente em parte pela apreciação do Zloty, a moeda polaca, face ao Euro para o máximo dos últimos 6 meses.

No grupo EDP, de destacar a valorização da EDPR (2.64%).

Europa sem tendência definida

As praças europeias encerraram a última sessão de 2017 em diferentes direcções, com os investidores a olharem já para as perspectivas que se desenham para o próximo ano.

2017 ficou marcado por uma valorização das bolsas europeias, ainda que menor do que as norte-americanas, em virtude fundamentalmente da valorização do Euro que prejudica as exportações da região. O sector tecnológico registou uma valorização em torno dos 20%, tornando-se num dos melhores performers na Europa em termos anuais.
Os produtores de matérias-primas foram também se destacaram pela positiva, impulsionados sobretudo pela subida dos preços dos metais em finais do ano.

Em Londres e em Frankfurt, os mercados encerraram mais cedo. O índice FTSE registou uma valorização de 0.85%, alcançando assim um novo máximo, liderado pelas empresas do sector mineiro.

A empresa de infra-estruturas Balfour Beatty subiu 1.43%, depois de ter informado que alienou uma participação adicional na Connect Plus.

Por sua vez, o mercado alemão encerrou com uma ligeira perda, pelo que em termos anuais a valorização do índice DAX foi de 12.60%.

Em Paris, as acções da Airbus estiveram pressionadas, apesar das notícias sobre a concretização de uma encomenda de 430 aviões A320neo por parte do fundo de private equity Indigo Partners.

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