PSI 20 fecha a ganhar quase 2% com BCP disparar pelo segundo dia seguido

Mercados europeus dão como certo o prolongar do programa de compras do BCE em reunião amanhã.

Brendan McDermid/Reuters

As ações do Millennium BCP dispararam quase 6%, num cenário positivo na banca europeia, e ajudando a Bolsa de Lisboa a subir 1,90%, com os investidores a contarem com notícias positivas da reunião do Banco Central Europeu (BCE) amanhã.

O BCP já tinha subido mais de 5% ontem.

Mais de metade das cotadas do PSI 20 hoje registaram  ganhos acima dos 2%, com a Pharol a liderar com uma valorização de 9,20%,

O índice italiano FTSE MIB liderou os ganhos na Europa com uma valorização de 2,10%. As ações do banco Monte dei Paschi dispararam quase 11%, na sequência das notícias sobre a possibilidade de injeção de dinheiro público na instituição, suportando também uma subida de 2,46% do índice Stoxx 600 Banks.

Entre as restantes praças europeias, o alemão DAX ganhou 1,9% e o londrino FTSE100 somou 1,81%.

O evento central nos mercados amanhã será a reunião do Conselho de Governadores do BCE, com um comunicado a ser emitido às 12h45, seguido de uma conferência de imprensa com Mario Draghi às 13h30.

Quase 90% dos economistas consultados numa sondagem da Bloomberg prevê que o programa de compra de ativos do BCE deverá prolongar-se para além de março de 2017. Este programa consiste na compra de 80.000 milhões de euros de ativos por mês, embora limitado a obrigações com ‘yields’ acima -0,4%.

No entanto, segundo três-quartos dos inquiridos o impulso que Draghi se prepara para dar à economia da zona euro com essa extensão poderá ser o último, com as compras vistas a abrandarem no final do próximo ano.

O optimismo sobre a reunião animou o mercado de dívida, com a ‘yield’ das Obrigações portuguesas a 10 anos a descer 12 pontos base 3,47%, a equivalente italiana a aliviar 6 ponto para 1,88%, enquanto a alemã recua 3 pontos base para 0,34%.

No petróleo, o barril de Brent, a matéria de referência nas importações europeias, cai 0,8% para 53,31 dólares por barril, pressionado pela possibilidade do corte de produção da OPEP vir a impulsionar a produção do mais económico petróleo de xisto nos Estados Unidos.

No mercado cambial, o euro ganha 0,34% e vale 1,0754 dólares, enquanto a libra desvaloriza para 1,2603 dólares.

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