PSI cai arrastado pelo BCP numa Europa muito verde

O BCP liderou as quedas ao recuar 3,77% para 0,1479 euros uma dia depois do Governo aprovar um diploma que força os bancos a renegociar créditos com clientes endividados. Seguiu-se a Greenvolt, a cair 1,79% para 7,69 euros. 

O PSI caiu 0,18% para 5.734,96 pontos, apesar da subida das ações dos CTT na sequência das notícias divulgadas pelo Jornal Económico, Jornal de Negócios e Expresso sobre a entrada da Generali numa participação minoritária do Banco CTT.

O BCP liderou as quedas ao recuar 3,77% para 0,1479 euros uma dia depois do Governo aprovar um diploma que força os bancos a renegociar créditos com clientes endividados. Seguiu-se a Greenvolt, a cair 1,79% para 7,69 euros.

Pela positiva, e para além das ações dos CTT, que subiram 3,00% para 3,09 euros, destacam-se as ações da Galp que subiram 2,42% para 10,99 euros. A Semapa que hoje apresenta resultados, valorizou 2,18% para 13,10 euros.

Hoje, o presidente executivo da EDP, Miguel Stilwell de Andrade, afirmou que o inverno deste ano deverá ser atravessado “sem problemas significantes com a energia”, sendo 2023 “a maior incógnita” para um sector que necessita de investimento. As ações da EDP caíram -0,28% para 4,34 euros.

Na Europa, as ações da Adidas e o sector do luxo são destaques em sessão de grande otimismo.

“Sessão muito positiva na Europa, com o Euro Stoxx 50 a registar o maior ganho desde 4 de outubro. Notícias de alívio de restrições pandémicas na China parecem ter animado os investidores”, escreve o analista do Millennium BCP, Ramiro Loureiro.

O analista destaca que o efeito foi visível no setor de Recursos Naturais (+5,3%), impulsionado pela subida do preço do minério de ferro, e Automóvel (+3,7%).

“No mercado alemão de notar o disparo superior a 20% da Adidas e que levou o setor de Consumo (+ 5,5%) à liderança, depois de ter contratado o CEO da Puma. Em França foi o Luxo a destacar-se, com LVMH a ganhar 5,75% e a Kering, que estará em negociações avançadas para comprar a Tom Ford, a subir mais de 7%”, refere a mesma análise.

O EuroStoxx 50 disparou 2,65% para 3.688,3 pontos e o Stoxx 600 valorizou 1,81%.

O FTSE 100 subiu 2,03% para 7.334,8 pontos; o CAC 40 avançou 2,77% para 3.688,3 pontos; o DAX subiu 2,51% para 13.459,8 pontos; o FTSE MIB valorizou 2,54% para 23.282,5 pontos; e o IBEX cresceu 0,94% para 7.942,7 pontos.

O analista da MTrader destaca que “o PSI contrariou o sentimento, penalizado pela correção mais expressiva de títulos como BCP e Greenvolt, bem como por descidas de Altri, NOS, REN e EDP”.

“À hora de fecho do velho continente as congéneres de Wall Street perdiam o entusiasmo e depois do índice Nasdaq 100 ter chegado a ganhar mais de 2% estava agora com ganhos ligeiros. A revelação de que a economia norte-americana terá gerado bastante mais emprego que o previsto pode trazer algum desconforto, fazendo acreditar que desta forma será mais difícil controlar a inflação, justificando movimentos agressiva da Fed no que respeita à subida de taxas de juro”, conclui.

A nível macroeconómico destaca-se que os preços da produção industrial registaram, em setembro, uma subida de 41,9% na zona euro e de 41,4% no conjunto da União Europeia, em comparação com o mês homólogo de 2021, principalmente ‘puxados’ pelo setor da energia.

A dívida pública alemã a 10 anos sobe 4,98 pontos base para 2,29% e os juros portugueses agravam 4,86 pontos base para 3,26%.

O euro sobe 1,78% para 0,9923 dólares.

O petróleo Brent, referência na Europa, dispara 3,83% para 98,30 dólares o barril.

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