PSI cresce 2,5% em novembro e reforça valorização anual para 5,3%

O ranking mensal de aumento das cotações corresponde à Galp (14,7%), à Semapa (11,3%), ao BCP (5,7%), à EDP Renováveis (3,5%), à Greenvolt (3,2%), à EDP (2,1%), aos CTT (1,8%), à Mota-Engil (1,5%), à Jerónimo Martins (1%) e à Navigator (0,2%). 

O comportamento do mercado acionista no mês de novembro, de acordo com uma análise feita pela Maxyield, revela que o PSI cresce 2,5% e consolida uma evolução anual positiva de 5,3%.

Mas, apesar do desempenho mensal positivo, PSI não acompanhou o ritmo de crescimento dos  mercados internacionais e continua em contraciclo anual. Os mercados europeus, asiáticos e norte americanos mostram um bom desempenho mensal.

Em comunicado, a Maxyield refere que “o PSI termina o mês de novembro com o valor de 5.862,7 pontos, que representa um crescimento mensal de 2,5 % num contexto de recuperação generalizada dos mercados europeus, asiáticos e norte americanos”.

A banda de variação mensal oscila entre 14,7% da Galp e -8,9% da Corticeira Amorim.

O ranking mensal de aumento das cotações corresponde à Galp (14,7%), à Semapa (11,3%), ao BCP (5,7%), à EDP  Renováveis (3,5%), à Greenvolt (3,2%), à EDP (2,1%), aos CTT (1,8%), à Mota-Engil (1,5%), à J. Martins (1%) e à Navigator (0,2%).

Os títulos com diminuição mensal de valor foram a Corticeira Amorim (-8,9%), a REN (-3,4%), a NOS (-3%), a Altri (- 1,2%) e a Sonae SGPS (-1,1%).

“O PSI abandonou a faixa de variação [5.450 – 5.750 pontos], regressando ao intervalo [5.750 – 6.300 pontos] relativamente ao qual o valor de suporte corresponde ao pico anterior ao bear market de 2018 e o nível de resistência se encontra em torno do pico que precedeu o bear market de 2016”, diz a Maxyied, que acrescenta que “a consolidação do PSI na nova faixa de variação ocorreu na 2.ª quinzena do mês, sendo que a 1.ª quinzena foi marcada por significativas oscilações”.

A quebra de setembro (-11,5%) não foi totalmente compensada pelos crescimentos de outubro (7,8%) e novembro (2,5%). A earning season favoreceu evolução do PSI em outubro (7,8%) e novembro (2,5%), aponta a associação de pequenos acionistas.

Por outro lado, o PSI mantém um desempenho anual superior ao mercado espanhol. No que se refere ao Outlook para o final do ano, espera-se um reforço da atual trajetória do PSI, com crescimento das cotações, segundo a análise.

Em termos de variação anual relativamente a 31 de dezembro de 2021, o PSI apresenta no final de outubro um crescimento anual de 5,3%, com oito cotadas em trajetória positiva e sete em perda de valor.

A amplitude da banda de variação anual acentuou-se, oscilando entre 38,3% da Galp na polaridade positiva e -30,2% dos CTT no patamar negativo.

As oito sociedades com variação anual positiva foram a Galp (38,3%), a Greenvolt (26,5%), a Semapa (22,6%), a Navigator (15,4%), a NOS (12,7%), o BCP (8,4%), a J. Martins (5,5%) e a EDP Renováveis (0,7%).

Já com desempenho anual negativo encontram-se os CTT (-30,2%), a Corticeira Amorim (-21%), a EDP (-6,5%), a Sonae  SGPS (-4%), Mota-Engil (-3,4%), a Altri (0,7%) e a REN (-0,6%).

A nível internacional, e na sequência do aumento mensal de 8% em outubro, o índice S&P 500 composto pelas maiores 500 sociedades cotadas na NYSE (bolsa de Nova Iorque), apresenta um crescimento em novembro de 5,4% e uma diminuição anual acumulada de -14,4%.

O último dia útil de novembro foi decisivo para esta variação mensal (3,1%), impulsionada pelas perspetivas de  evolução das taxas de juro anunciadas pela Fed, refere a análise.

Após atingir em 4 de janeiro o valor máximo de sempre, o S&P 500 entrou em bear market (redução superior a 20% relativamente ao último máximo) no mês de setembro, com uma redução de -25,6% relativamente àquele valor.

“O mês de dezembro é muito importante, para percebermos em que medida estamos perante a inversão da  trajetória referida, face à desaceleração da taxa de inflação, bem como confirmação no final de novembro pela Fed do abrandamento do ritmo e diminuição da intensidade do aumento das taxas diretoras”, destaca a Maxyield.

Após o aumento mensal de 6,3% em outubro, o índice Stoxx 600 que agrega as 600 maiores sociedades cotadas europeias, apresenta um crescimento em novembro de 6,9% e uma diminuição anual acumulada de -9,7%.

“O Stoxx 600 entrou em bear market no mês de setembro com uma redução de -21,7% relativamente ao valor máximo histórico atingido a 5 de janeiro de 2022, sendo que os próximos meses são importantes para verificar a trajetória  e o patamar do índice”, ainda segundo a Maxyield que defende que “esta questão é crucial face à proximidade de bull market pelo índice alemão DAX 30 e fortes taxas de crescimento  mensal observadas em outubro e novembro pelo CAC 40, IBEX 35 e índice londrino”.

“A evolução positiva do PSI em novembro não acompanhou a intensidade de crescimento dos índices europeus, norte-americanos e asiáticos, mas anualmente continua em contraciclo com estes mercados”, frisa a associação.

O índice tecnológico americano Nasdaq, que entrou em bear market no mês de abril, inverteu no mês de outubro a trajetória de quebra, sendo que a consolidação verificada em novembro fica a dever-se ao crescimento de 4,4% no último dia do mês, na sequência das perspetivas de evolução das taxas de juro anunciadas pela Fed. É de referir que o índice espanhol IBEX 35 e o londrino FTSE 100 ainda não atingiram os valores anteriores ao crash de 2020.

O mercado espanhol (IBEX 35), apresenta em novembro um desempenho superior ao índice português, mas continua com uma performance anual muito aquém da bolsa portuguesa, crescendo a praça nacional 5,3% contra  a quebra de -4% do índice de referência do país vizinho.

Em novembro, os índices asiáticos mais importantes apresentam tendencialmente um desempenho mensal mais forte que os mercados europeus e norte-americano, mas com uma quebra anual mais acentuada que estes.

O mercado chinês inverteu as quebras mensais dos meses anteriores, sendo que a praça de Hong Kong acumula uma  quebra anual de -21% e o índice de Xangai apresenta uma variação anual de -13%, revela o estudo. Também em novembro os índices de referência da Coreia do Sul e Japão prolongaram o crescimento mensal de outubro, mas  evidenciam um comportamento anual bastante diferenciado.

Por sua vez, “o índice russo MOEX apresentou uma quebra anual de -44%, e uma forte volatilidade mensal, traduzindo os efeitos na  economia do país resultante da invasão à Ucrânia e sanções internacionais. Face à importância da Polónia para o BCP e Jerónimo Martins, referimos a evolução do índice polaco WIG 20, com um  crescimento em outubro de 11% e em novembro de 13%, passando a baixa anual acumulada para -23%”.

A Maxyield acompanha a evolução mensal de onze sociedades do IBEX 35, sendo de referir que todas apresentam uma variação mensal positiva das cotações no mês de novembro, à semelhança do que se passou em outubro.

“Em termos anuais, é de salientar o forte contributo positivo para o IBEX 35 da Repsol e da Caixa Bank.  Na polarização oposta encontra-se a Endesa, a Enagás, e a Red Eletrica com significativas variações negativas (2  dígitos). O Santander, a Merlin e a Telefónica encontram-se numa situação intermédia, mas com variações anuais negativas  na casa de um dígito. Apenas a Iberdrola, a Caixa Bank, a Repsol e o BBVA apresentam valores superiores à cotação de 31 de dezembro  de 2019”.

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