PSI em terreno negativo com Altri a acumular perdas superiores a 4%

O preço do barril de petróleo está a desvalorizar, com o brent a descer 3,87% para os 110,21 dólares e o crude a desvalorizar 4,41% para os 104,69 dólares.

A Bolsa de Lisboa (PSI) encontra-se a meio da sessão em terreno negativo, a desvalorizar 1,51%, para os 5.862,62 pontos, com a Altri a acumular perdas superiores a 4%.

A Altri está então a liderar nas descidas, com as suas ações a desvalorizarem 4,43%, para os 6,25 euros, seguida da EDP Renovaveis, que desce 3,73% para 21,40 euros, enquanto a Galp desvaloriza 2,46% para os 11,12 euros.

As únicas cotadas no ‘verde’ são a Mota Engil, que está a crescer 1,59%, com as suas ações a aleres 1,280 euros, e a Jeronimo Martins que está a valorizar 1,46%, passando para 18,72 euros.

As principais bolsas europeias também estão todas no ‘vermelho’. O DAX (Alemanha) apresenta uma descida de 1,92%, o FTSE 100 (Reino Unido) recua 1,36%, o CAC 40 (França) desce 1,62% e o IBEX 35 (Espanha) desvaloriza 1,59%.

O analista Henrique Tomé, da xtb, frisa que a sessão de hoje está a ser marcada pelo sentimento negativo nos mercados europeus, e acrescenta que “as preocupações sobre o risco de recessão estão a aumentar e a prejudicar o sentimento no mercado, o que está a reduzir a apetite pelo risco por parte dos investidores”.

“Neste momento, não há nenhum índice europeu a ser negociado em terreno positivo”, vincou.

O preço do barril de petróleo está a desvalorizar, com o brent a descer 3,87% para os 110,21 dólares e o crude a desvalorizar 4,41% para os 104,69 dólares.

No mercado cambial, o euro está a ter uma desvalorização face ao dólar, com uma descida de 0,03%, para os 1,0522 euros.

[Atualizada às 12h22]

Recomendadas

Wall Street fecha misto depois de um dia pouco definido

A maioria das ações dos principais índices dos Estados Unidos mantiveram-se indefinidos entre o verde e o vermelho. O histórico do primeiro semestre, que fecha esta quinta-feira, será dos piores em décadas.

EDP, NOS, Galp, CTT e BCP arrastam Lisboa para perdas. Europa em queda

“O corte das estimativas de crescimento económico para 2022 de 4% para 2,5%, por parte do governo francês e a revelação de que a inflação em Espanha, a quarta maior economia da zona euro, terá atingido um novo recorde em junho foram fatores adicionais de pressão para o mercado europeu”, refere o analista do BCP.

BlackRock defende que transição da economia para “zero emissões” implicará uma redistribuição massiva de ativos nas carteiras

A BlackRock considera que os preços de mercado ainda não refletem plenamente os riscos e as oportunidades da transição, acreditando que as empresas que estão mais preparadas para a transição e mais capazes de aproveitar as suas oportunidades devem continuar a beneficiar em relação às outras ao longo do tempo.
Comentários