PSI lidera perdas na Europa arrastado pela desvalorização de 3% do BCP

Bolsas europeias fecham em queda, à exceção do DAX alemão que fechou no verde graças à subida de quase 7% das ações da Siemens. Por cá, o PSI contraiu mais que os congéneres europeus, penalizado pelo BCP, que caiu mais de 3%.

Trading screen financial data in red. Selective focus. Focus is appx central.

O PSI fechou a cair 1,02% para 5.738,45 pontos superando as quedas dos índices europeus, arrastado pelo tombo das ações do BCP (-3,24% para 0,1522 euros) que sofreram uma revisão em baixa da recomendação de compra da AlphaValue, mas mantendo o preço-alvo nos 20 cêntimos por ação. A Altri perdeu -1,43% para 5,51 euros; os CTT recuaram -1,36% para 3,25 euros; a Navigator caiu -1,26% para 3,61 euros; e a Sonae desceu -1,24% para 0,9545 euros.

A completar o ramalhete de quedas acima de 1% está ainda a Galp, que depois de anunciar o novo CEO, Filipe Silva, que já era o CFO da empresa, as ações caíram -1,23% para 11,26 euros.

Apenas um título fechou no verde, a EDP Renováveis subiu +0,09% para 21,99 euros.

Na Europa o mood foi tendencialmente negativo, embora com a exceção do DAX que subiu 0,23% para 14.266,4 pontos. O EuroStoxx 50 desceu 0,11% para 3.878,4 pontos e o Stoxx 600 recuou 0,46%.

O FTSE 100 perdeu 0,06% para 7.346,5 pontos; o CAC 40 perdeu 0,47% para 6.576,1 pontos; o FTSE MIB fechou a perder 0,78% para 24.339,7 pontos; e o IBEX também caiu 0,75% para 8.040,7 pontos.

A Siemens sustentou o DAX em terreno positivo em dia negativo para as bolsas. As ações da Siemens subiram 6,98% após os resultados, no trimestre encerrado em setembro, terem mais do que duplicado para 2,7 mil milhões de euros, tendo as vendas trimestrais aumentado 18% em termos homólogos.

“As bolsas europeias encerram na sua maioria em leve baixa, num dia marcado pela confirmação de que a inflação na Zona Euro terá mesmo atingido um novo recorde em outubro, nos 10,6%, um dado que que já estava incorporado pelo mercado”, revela o analista do Millennium BCP, Ramiro Loureiro.

A atenuar as quedas podem ter estado notas de que o BCE deverá abrandar o ritmo de subidas de taxas de juro já em dezembro, à medida que os riscos de recessão na Zona Euro  aumentam. “Esta nota foi ainda sustentada pelas declarações do Chief Economist do BCE, Philip Lane, que referiu hoje que uma recessão deverá trazer a inflação para o target de 2% do Banco Central”, refere o analista.

“Ainda assim, o DAX conseguiu ser o único índice a escapar às quedas, com a Siemens a suportar o índice alemão”, acrescenta a análise da MTrader que lembra ainda que nos EUA, os pedidos de subsídio de desemprego nos EUA vieram abaixo do esperado e em conjunto com o discurso mais hawkish de James Bullard, retiraram ânimo.

A nível macroeconómico, foi hoje conhecido que a taxa de inflação homóloga na zona euro chegou, em outubro, ao recorde de 10,6%, 0,1 pontos abaixo do inicialmente estimado, e na União Europeia fixou-se no novo máximo de 11,5%, segundo dados do Eurostat.

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em janeiro terminou hoje no mercado de futuros de Londres em baixa de 3,48%, para os 89,63 dólares. Já o crude WTI nos Estados Unidos está a cair quase 5%.

O euro recua 0,48% para 1,0345 dólares.

No mercado de dívida pública, as bunds alemãs escalam 2,05 pontos base para 2,01%. A dívida portuguesa sobe mais moderadamente (+0,52 pontos base para 2,96%). Já a dívida espanhola dispara 2,56 pontos base para 3,03%. Assim como a grega que avança 2,81 pontos base para 4,46%. Itália tem os juros em queda de 0,18 pontos base para uma yield de 3,92%

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