PSI inicia sessão no ‘vermelho’ em linha com praças europeias. Energia penaliza mercados

A bolsa de Lisboa iniciou a sessão desta quarta-feira no ‘vermelho’, seguindo a tendência registada ontem, estando a perder 0,74% para 5.922,30 pontos (às 08:06). 

A bolsa de Lisboa iniciou a sessão desta quarta-feira no ‘vermelho’, seguindo a tendência registada ontem, estando a perder 0,74% para 5.922,30 pontos (às 08:06), numa manhã marcada pelo fraco desempenho das cotadas da energia que reflete a crise energética.

A pressionar o PSI está novamente a Galp, que cai 3,05% para 10,955 euros, depois de ontem ter liderado nas perdas e terminado a sessão a desvalorizar 2,96%, com as suas ações a valerem 10,96 euros.

A Greenvolt, que ontem anunciou um aumento de 17% dos lucros no primeiro semestre, face a igual período de 2021, para 1,2 milhões de euros, desvaloriza 0,88% para 9,04 euros.

A EDP Renováveis perde 1,33% para 23,79 euros, a EDP cai 0,54% para 4,775 euros e a REN recua 0,95% para 2,62 euros.

Em contracorrente estão o BCP e a Jerónimo Martins, que ganham 0,34% para 0,1465 euros e 0,27% para 22,10 euros, pela mesma ordem.

No mercado petrolífero, o brent cai 1,18% para 91,73 dólares e o crude recua 1,37% para 85,69 dólares.

Na generalidade dos mercados europeus, o sentimento é negativo. O britânico FTSE cai 1,18% para 7.214,77 pontos, o francês CAC recua 0,73% para 6.060,28 pontos, o espanhol IBEX perde 0,41% para 7.810,34 pontos e o alemão DAX desvaloriza 0,78% para 12.770,58 pontos, no dia em que a Alemanha divulga a produção industrial em julho.

“A valorização expressiva do dólar volta a condicionar a evolução dos mercados esta quarta-feira, com os dados económicos nos EUA, China e Alemanha a reforçarem a convicção que a Fed vai subir os juros em 75 pontos base e que a economia global está em forte abrandamento”, explica a BA&N Research Unit na análise diária “Morning Call”, que destaca que “o euro continua a perder terreno (abaixo de 0,99 dólares) numa altura em que crescem as dúvidas se o BCE vai mesmo avançar com a subida jumbo de 75 pontos base nos juros, tendo em conta os dados de debilidade que estão a ser divulgados na economia alemã e uma recessão ser considerada inevitável tendo em conta o agravamento da crise energética”.

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