PSI no “vermelho” pressionado pelo BCP

Os mercados europeus estão em quebra depois de o crescimento mundial e da zona euro terem sido revistos em baixa pela OCDE.

Dado Ruvic/Reuters

A bolsa de Lisboa encontra-se em terreno negativo a meio da sessão desta quarta-feira, em linha com as congéneres europeias, pressionada sobretudo pelos títulos do BCP, que caem 2,02% para 0,1938 euros.

A Sonae cai 0,53% para 1,126 euros, os CTT recuam 0,53% para 3,76 euros e a NOS perde 0,10% para 3,946 euros.

Em contracorrente estão a Galp, a Altri e a Jerónimo Martins, que valorizam 0,48% para 12,64 euros, 1,45% para 6,505 euros e 0,64% para 18,75 euros, respetivamente.

Na família EDP, a Renováveis ganha 0,55% para 23,71 euros e a holding está na linha de água.

Os mercados europeus estão em quebra depois de o crescimento mundial e da zona euro terem sido revistos em baixa pela OCDE.

O alemão DAX perde 0,59% para 14.471,03 pontos, o britânico FTSE desce 0,60% para 7.553,70 pontos e o francês CAC perde 0,73% para 6.453,31 pontos.

“Os principais índices de ações europeus inverteram o sentimento positivo de abertura e seguem agora em baixa, após o Outlook Económico da OCDE ter cortado de forma expressiva as projeções de crescimento, ao mesmo tempo que eleva substancialmente as perspetivas de inflação. Isto traz de regresso aos mercados o fantasma da estagflação (baixo crescimento, elevada inflação). A OCDE prevê agora um crescimento global de apenas 3% este ano (vs. 4,5% anteriores), prevendo novo abrandamento do ritmo no próximo ano. Espera uma expansão de 2,6% da economia da Zona Euro este ano, seguida de 1,6% em 2023, sendo que a inflação na região deverá situar-se nos 7% em 2022 e nos 4,6% no próximo ano, um patamar superior ao que os analistas estavam a estimar, comentou Ramiro Loureiro, analista de mercados do Millennium investment banking.

No mercado petrolífero, o Brent sobe 0,90% para 121,65 dólares e o WTI ganha 0,96% para 120,56 dólares.

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PSI sobe 8,5% desde o início do ano

Apesar da subida anual, em junho registou uma queda de 3,4%, com apenas cinco das 15 sociedades cotadas que integram o PSI a registarem uma evolução positiva, sendo que a banda de variação mensal oscila entre a subida de 8,8% da Jerónimo Martins e a queda de 16,7% dos CTT. A Maxyield destaca a forte capacidade de resiliência do PSI face às quebras mensal e anual dos mercados internacionais.

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