PSI20 fecha em alta, acompanhando o ritmo europeu

O PSI20 fechou em alta, a valorizar 1,35%, com a maioria dos títulos cotados na bolsa nacional a negociarem no “verde”. Na Europa, os principais índices também tiveram um desempenho positivo.

Cristina Bernardo

O PSI20 fechou em alta, valorizando 1,35% para 4.843 pontos, em linha com o desempenho das praças europeias. A maioria dos títulos cotados na bolsa nacional encerraram a valorizar, com a execeção da Pharol (-0,31%) e da Galp (-0,10% ).

No setor do retalho, destaque para Jerónimo Martins, ao subir 1,92% e para a Sonae, que ganhou 2,50%, que informou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ter adquirido uma participação de 60% na Tomenider, detentora das Arenal Perfumerias. A operação deverá ser concluída em janeiro de 2019. A papeleira Semapa  ganhou 3,83%. A Altri subiu 2,81% para 5,850 euros. O BCP ganhou 2,37% para  0,2461 euros.

Esta quarta-feira, a Euronext anunciou os resultados da revisão trimestral do principal índice português, tendo-o mantido inalterado em dezembro. Caso a praça lisboeta sofresse mudanças nos seus constituintes, as alterações iriam entrar em vigor a partir a próxima segunda-feira, dia 24 de dezembro.

“O PSI20 é revisto trimestralmente em junho, setembro e dezembro. A revisão anual completa é em março. As revisões trimestrais servem para facilitar a inclusão de empresas cotadas recentemente e outros não-constituintes elegíveis que ocupem a 15ª posição ou melhor”, refere a Euronext em comunicado.

A bolsa de valores europeia, sediada em Amesterdão sublinha que, além disso, “os constituintes cuja classificação se tornou inferior a 25 serão removidos. Possíveis não constituintes são adicionados para manter pelo menos 18 constituintes no índice”.

Na Europa os investidores reforçaram o otimismo em dia de moção de censura no Reino Unido a Theresa May.

Na Europa, o Euro Stoxx 50 valorizou 1,72% para 3.107,97 pontos. Em França, o CAC 40 ganhou 2,15%, o DAX alemão subiu 1,38%, o IBEX 35 espanhol ganhou 1,35% e o FTSE inglês valorizou 1,18%.

Em Espanha a Inditex (dona da Zara) destacou-se ao cair 4,86%. Hoje a empresa presidida por Amâncio Ortega publicou os resultados que decepcionaram o mercado, apesar de ter aumentado as vendas em 3% para 18.337 milhões nos primeiros nove meses do ano, obtendo um lucro, que cresceu 4% em relação ao mesmo período de no ano anterior, de 2,438 milhões de euros, graças a uma melhoria nas margens. A empresa possui 7.443 lojas quando no ano passado, no mesmo período, tinha 7.504.

Nas matérias primas o petróleo regista subidas ligeiras. O Brent ganha 0,85% para 60,71 dólares e o WTI nos EUA está a subir 0,43% para 51,87 dólares.

A dívida alemã sobe 4,7 pontos base para 0,279%; ao passo que as dívidas dos países periféricos caem com Itália a liderar com uma queda de 12,2 pontos base para 3%. O Governo italiano propôs hoje a Bruxelas a redução do seu défice público de 2,4% para 2,04% em 2019, com o objetivo de terminar o contencioso com a União Europeia (UE) e evitar um procedimento de infração.

A dívida portuguesa caiu 3,5 pontos base para 1,722% e a espanhola desceu 0,8 pontos base para 1,429%.

(atualizada)
 

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