PSI20 sobe em Europa animada por notícias de aquisições

Notícias sobre aquisições e aumentos de participação em Itália e no Reino Unido levam índices europeus para perto de máximos de um ano.

Lucas Jackson/Reuters

A Bolsa de Lisboa sobe 0,35%,  com quase todos os títulos em terreno positivo, em linha com as pares europeias, que seguem suportadas por atividade de fusões e aquisições nos setores de ‘media’ e da banca.

Na praça lisboeta, a Navigator lidera os ganhos com uma subida de mais de 2%, com a telecom NOS também a apoiar com uma valorização de cerca de 0,3%.

As ações da Galp Energia ganham quase 1%, numa sessão em que os preços do petróleo negoceiam em alta. O barril de Brent avança 1,11% para 55,50 dólares, enquanto o de Crude sobe 0,80% para 53,50 dólares, com a expectativa que os inventários de crude nos EUA tenham descido na semana passada, pela quinta vez consecutiva. Segundo uma sondagem da Bloomberg os ‘stocks’ terão diminuido 2,5 milhões de barris. Os números serão divulgados pela Energy Information Administration amanhã.

O BCP sobe 1,55% e recupera parcialmente do tombo de mais de 2% ontem.

Em sentido contrário, a construtora Mota-Engil desce 0,43% e a EDP Renováveis recua 0,43%. A eólica comunicou esta manhã à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter conseguido assegurar um financiamento de “tax equity” no valor de 343 milhões de dólares (328,3 milhões de euros à cotação actual) nos Estados Unidos.

Na Europa, as acções estão perto de atingir máximos de um ano, suportadas por notícias sobre ‘M&A’. Os títulos da italiana Mediaset disparam 18% após a francesa Vivendi ter dito que planeia aumentar a participação na empresa de ‘media’ detida por Silvio Berlusconi.

Em Londres, os títulos do Lloyds sobem 3% após o banco liderado pelo português António Horta Osório ter anunciado a compra do negócio de cartões de crédito do Bank of América por 2,26 mil milhões de euros. Esta compra permitirá ao Lloyds melhorar a sua quota de mercado em 11 pontos percentuais, passando a dominar 26% do principal mercado de cartões de crédito do Reino Unido. Antes da aquisição a quota era de 15%.

O próximo ano será importante para o cenário político europeu com eleições em Itália, Alemanha e França, mas a incerteza quanto aos resultados não impede todavia que os banqueiros e analistas acreditem numa onda de transacções em 2017.

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Stefan Wermuth/Reuters

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