PSP já reabriu Faculdade de Direito de Lisboa

Presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa diz que os estudantes estão “descontentes” e “preocupados com a forma como estão a ser avaliados”. Contestam número excessivo de alunos por turma e falta de anonimato nos exames.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) reabriu as portas da Faculdade de Direito, em Lisboa, que tinham sido encerradas, cerca das 08:30, a cadeado pelos estudantes em protesto contra o processo de avaliação.

Apesar de os cadeados terem sido retirados, os alunos mantiveram-se em frente às portas, impedindo a entrada, situação que levou a PSP a retirar os estudantes à força, constatou a agência Lusa no local.

Por volta das 09:30, o presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, Gonçalo Martins dos Santos, informou a mais de uma centena de alunos, no local, de que a polícia estava a avisar que se tratava de uma manifestação ilegal.

Gonçalo Martins dos Santos explicou aos manifestantes que a faixas tinhas de ser retiradas e o protesto terminado. Os estudantes de Direito da Universidade de Lisboa fecharam hoje a cadeado a Faculdade em protesto pelo processo de avaliação, disse à agência Lusa o presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa.

Os estudantes contestam o número excessivo de alunos por turma – além dos 30 previstos no regulamento -, o que impede a avaliação contínua. Protestam, também, por não ser garantido o anonimato nos exames, que já tinha sido prometido e não foi cumprido.

“No passado dia 30 de novembro de 2017, em sede de Reunião Geral de Alunos, deliberou-se o encerramento da Faculdade atendendo ao manifesto desrespeito, traduzido em inúmeras situações de incumprimento, do Regulamento de Avaliação e dos Estudantes pela Direção da Faculdade e pela maioria do seu corpo docente”, justifica a Associação.

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