PT Portugal tem de estar focada nos clientes independentemente do acionista, diz presidente

O presidente da PT Portugal, Armando Almeida, disse aos colaboradores que, “independente da estrutura acionista que a empresa venha a ter”, o foco da operadora deve estar nos clientes, de acordo com mensagem a que a Lusa teve acesso.   O grupo francês Altice anunciou no domingo à noite que assinou um contrato de exclusividade […]

O presidente da PT Portugal, Armando Almeida, disse aos colaboradores que, “independente da estrutura acionista que a empresa venha a ter”, o foco da operadora deve estar nos clientes, de acordo com mensagem a que a Lusa teve acesso.

 

O grupo francês Altice anunciou no domingo à noite que assinou um contrato de exclusividade com a operadora brasileira Oi para a compra da PT Portugal, depois de ter revisto em alta a oferta para 7400 milhões de euros.

 

De acordo com uma mensagem interna enviada hoje aos colaboradores da PT Portugal, Armando Almeida afirma: “Independente da estrutura acionista que a empresa venha a ter, tanto no presente como no futuro, o nosso foco deve estar nos clientes”.

 

O gestor reitera ainda que a eficiência operacional, inovação e liderança são os “principais pilares estratégicos” da PT Portugal.

 

“E, para isso, precisamos de continuar a contar com o compromisso de todos”, sublinha, agradecendo o “profissionalismo e a dedicação” dos colaboradores.

 

“Temos de continuar a fazer o que fazemos melhor – ser uma empresa líder e ‘always on’, nomeadamente a desenvolver os melhores serviços e soluções e a prestar um serviço de excelência aos consumidores e às empresas portuguesas 24 horas por dia, 365 dias por ano”, acrescentou.

 

A PT Portugal, que tem os serviços Meo e Sapo, entre outros e que desde maio é controlada pela Oi, apresenta na terça-feira o plano estratégico da empresa.

 

Em comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a PT SGPS adianta que na sexta-feira passada (28 de novembro), o Conselho de Administração da Oi autorizou “a Diretoria [comissão executiva] a avaliar as propostas firmes recebidas e a celebrar um contrato de exclusividade com o proponente” que apresentasse a melhor proposta.

 

A empresa escolhida foi a Altice, cujo contrato de exclusividade tem duração de 90 dias para permitir ao grupo francês e à Oi “negociarem e acordarem os termos finais da alienação da PT Portugal” e à operadora brasileira “obter as autorizações societárias necessárias paraa realizar a alienação” da empresa.

 

A proposta do grupo francês, que estabeleceu uma parceria comercial com os CTT, avalia a PT Portugal em 7.400 milhões de euros, exluindo caixa e dívida, e um pagamento diferido de 500 milhões de euros relativos à geração futura de receitas da empresa.

 

A operação exclui os investimentos da PT Portugal em África, o endividamento e os investimentos na Rioforte.

 

Também na corrida estavam os fundos Apax Partners e Bain Capital, aliados à Semapa, que ofereciam 7.075 milhões de euros pelos ativos da PT Portugal e que apresentaram uma proposta vinculativa na passada sexta-feira.

 

A PT SGPS detém cerca de 25% da Oi, enquanto a operadora brasileira controla 10% da empresa portuguesa.

 

No âmbito do processo de combinação de negócios entre as duas operadoras, a PT Portugal passou para a alçada da Oi em maio passado.

 

Paralelamente, a PT SGPS está a ser alvo de uma oferta pública voluntária geral por parte da Terra Peregrin, da empresária angolana Isabel dos Santos, que oferece mais de 1,21 mil milhões de euros pela totalidade das ações da empresa portuguesa, ao preço de 1,35 euros por ação.

 

Tendo em conta que a PT SGPS está a ser alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA), o Conselho de Administração terá de convocar uma reunião magna de acionistas para se pronunciar sobre a venda da PT Portugal, sobre a qual tem direito de veto.

 

OJE/Lusa

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