Ictyos: A reinvenção das peles na indústria de moda

A Ictyos recicla resíduos orgânicos de peixe para transformá-los num novo tipo de pele, destinado à criação de vestuário e acessórios de marcas de luxo. Apresentando-se como alternativa à pele de crocodilo e à pele de lagarto, os produtos da Ictyos são utilizados em carteiras e braceletes de relógios.

Fundada em 2018 por três engenheiros de Química, Emmanuel Fourault, Gaulthier Lébure e Benjamin Malatrait, a Ictyos aposta na economia circular para transformar os materiais utilizados na moda. Esta startup francesa recicla resíduos orgânicos de peixe para depois poder transformá-los num novo tipo de pele, destinado à criação de vestuário e acessórios de marcas de luxo. Por exemplo, carteiras e braceletes de relógios. 

Estes resíduos orgânicos são recolhidos em restaurantes, através da instalação de contentores de reciclagem nos congeladores. A Ictyos recicla sobretudo pele de salmão, pela sua grande elasticidade e resistência. 

Recuperando esta arte milenar de transformação de peles de peixe, a startup diferencia-se por adotar um processo de transformação através de taninos de origem vegetal, em vez de mineral, tipicamente utilizados neste processo. 

Neste momento, a Ictyos opera a partir de Lyon, em França, numa escala semi-industrial, para mais de 250 clientes e apresenta-se como alternativa à pele de crocodilo e à pele de lagarto. 

Integrada no programa de incubação La Maison des Startups, do grupo de luxo francês LVMH (que detém, entre outras marcas, a Louis Vuitton e a Dior), a Ictyos faz parte de uma nova geração de empresas que aposta na economia circular para criar alternativas mais sustentáveis na moda.

Artigo original publicado em SuperToast by INSTINCT.
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