Putin alerta que quem tentar intervir na guerra terá “resposta rápida” da Rússia

Na mesma ocasião o líder do Kremlin salientou que o rublo, o sistema bancário, o setor de transporte e a economia da Rússia como um todo resistiram às sanções impostas.

epa09910064 Russian President Vladimir Putin meets with Russian Olympic and Paralympic athletes during a state awards ceremony for Russian medal winners of the Beijing 2022 Olympic Winter Games at the Kremlin in Moscow, Russia, 26 April 2022. EPA/YURI KOCHETKOV

O presidente russo, Vladimir Putin, alertou esta quarta-feira que qualquer país que tente interferir no conflito armado na Ucrânia enfrentará uma resposta rápida da Rússia e assegurou que todas as decisões sobre como Moscovo reagiria nessa situação já foram tomadas.

Num discurso feito em São Petersburgo citado pelo “The Guardian”, Putin disse que o Ocidente queria cortar a Rússia em diferentes pedaços e acusou ainda o Ocidente de empurrar a Ucrânia para um conflito com a Rússia.

Putin disse ainda que o rublo, o sistema bancário, o sector de transporte e a economia da Rússia como um todo resistiram às sanções impostas contra Moscovo e prometeu uma resposta às tentativas de isolar a Rússia. Apesar das declarações do presidente as expectativas são de que a economia russa contraia 8,8% em 2022.

Paralelamente, também nesta quarta-feira, mas no Parlamento, Putin voltou a assegurar que os objetivos na Ucrânia seriam cumpridos.

“Quero salientar novamente que todas as tarefas da operação militar especial que estamos a realizar no Donbass e na Ucrânia, lançada em 24 de fevereiro, serão cumpridas incondicionalmente”, referiu Vladimir Putin

O líder do Kremlin acrescentou ainda que vai “garantir a segurança dos moradores” de regiões separatistas no leste da Ucrânia que a Rússia reconheceu como independentes pouco antes de lançar sua ação militar na Ucrânia.

Esta é a segunda vez, desde que começou a guerra, que Putin assegura que os objetivos da Rússia na Ucrânia vão ser cumpridos. Já a 12 de abril, o presidente russo prometeu que Moscovo triunfaria em todos os seus “nobres” objetivos na guerra com a Ucrânia.

 

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“O cinema vai ficar calado ou vai falar sobre isto? Se houver um ditador, se houver uma guerra pela liberdade, novamente, tudo depende da nossa unidade. O cinema pode ficar de fora?”, questionou. Por fim, disse que a sua crença é a mesma do clássico cinematográfico: “a liberdade não morrerá”.

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Ivan Kuliakd deve também devolver a medalha e reembolsar o prémio em dinheiro de 500 francos suíços (cerca de 477 euros) e pagar uma contribuição dos custos do processo no valor de 2.000 francos suíços (1908 euros). O russo pode pedir o recurso nos próximos 21 dias.
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