Putin não quer responder de igual forma à limitação de vistos

O Presidente russo, Vladimir Putin, opôs-se hoje a limitar simetricamente os vistos de cidadãos da União Europeia (UE) para a Rússia em resposta à decisão do bloco europeu de restringir a emissão dos vistos para os russos.

epa09910064 Russian President Vladimir Putin meets with Russian Olympic and Paralympic athletes during a state awards ceremony for Russian medal winners of the Beijing 2022 Olympic Winter Games at the Kremlin in Moscow, Russia, 26 April 2022. EPA/YURI KOCHETKOV

“Não permitiremos que ninguém imponha algum tipo de decisão sobre nós (…). Não temos que fazer nada que contradiga os nossos interesses”, disse Putin durante o seu discurso no VII Fórum Económico do Leste em Vladivostok, no extremo oriente russo.

Putin gracejou que o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, vai ficar aborrecido com esta decisão porque “o Ministério dos Negócios Estrangeiros responde sempre simetricamente”.

O Presidente russo classificou esta decisão europeia de limitar os vistos para os russos de apressada.

“Temos interesse em que os jovens venham estudar aqui. Porquê bloqueá-los? Estamos interessados em que as empresas venham e trabalhem aqui, apesar de todas as restrições”, afirmou.

Segundo Putin, há muitos empresários que gostam da Rússia, que visitam o país e querem trabalhar no país.

“Deixem-nos vir e trabalhar: atletas, artistas. Porquê limitá-los? Nós não vamos cortar os contactos. Estão a politizar a situação, mas não estão a isolar-nos e sim a eles mesmos”, afirmou Putin.

A Comissão Europeia (CE) aprovou na terça-feira a suspensão do acordo de facilitação de vistos com a Rússia em retaliação à guerra na Ucrânia, para que os cidadãos russos enfrentem maiores restrições para entrar na União Europeia (UE).

A suspensão do acordo não significa proibir a entrada de cidadãos russos na UE, mas os obriga a apresentar mais documentos para obter o visto e um aumento do seu preço, que passará dos atuais 35 euros para 80 euros.

O processo de obtenção da autorização de entrada “será mais difícil, será mais demorado e, consequentemente, o número de novos vistos será substancialmente reduzido”, disse o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell.

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