O “quadro” pintado da quadra natalícia

O grupo de representantes de operadores turísticos estrangeiros está no amplo terraço, lá no alto do mítico hotel Savoy no Funchal.

Uma unidade de cinco estrelas que foi deitada abaixo para dar lugar a uma outra nova, sem história, o Savoy Palace.

Lars Hansen, então diretor geral do hotel, faz as honras da casa. Num bonito dia de sol, o grupo, já boquiaberto com o que via daquele local privilegiado ao contemplar a cidade, ficou em transe quando o anfitrião apresentou o grande cartaz turístico da ilha da Madeira, que se interligam, as festas de Natal e de Fim-do-ano.

Convidou-o a um olhar para todo o anfiteatro da cidade do Funchal, que se debruça sobre o oceano. Entre o verde, viam-se as diferentes edificações que quase se estendem do litoral até ao cima da encosta, se um extremo ao outro. Pediu que cada um imaginasse aquele quadro à noite, pintalgado com os edifícios iluminados, ligados aqui e ali pelas luzes públicas que pululam pela cidade na quadra natalícia e de fim-do-ano. Um grande presépio vivo se acendeu no imaginário de cada um dos convidados, deliciados com a descrição. Quase sem deixar despertar do sonho, Lars Hansen culminou a pintura com a divulgação do momento alto da passagem de ano, do dia 31 de dezembro para o dia um de janeiro, altura em que milhares de foguetes sobem por toda a capital da ilha da Madeira e preenchem ainda com mais cor o quadro que descreveu.

Foi uma descrição que ficou gravada no tempo e que hoje partilhamos. Ainda por cima tendo em linha de conta que Lars Hansen vivia há algum tempo na Madeira mas é dinamarquês.

Passagem de ano única

Na realidade, a passagem do ano na cidade do Funchal é única. Não por bairrismos mas porque, na realidade, é reconhecida assim mesmo por quem já viveu experiências desta quadra noutros destinos.

Um dado a ter em conta nesta análise desprendida é que em 2006 o fogo-de-artifício foi reconhecido pelo Recordes do Mundo Guiness, como sendo o maior do seu género.

E se aliarmos a esta realidade as festas de Natal que começam logo no dia um de dezembro e se prolongam pelos primeiros dias de janeiro depressa se encontram as razões para que esta altura do ano seja o principal cartaz turístico do destino Madeira. E que, por isso mesmo, seja procurada há muitos e muitos anos.

As festas na capital da ilha que acaba de ser reconhecida, mais uma vez como o Melhor Destino Insular do Mundo nos “World Travel Awards” (galardão que já havia conquistado em 2015, sendo que fora reconhecida em 2013 e 2014 como o Melhor Destino Insular da Europa) começaram em concreto no dia um de dezembro e terminam no dia 8 de janeiro.

Este evento consolidado que este ano se apresenta prolongado no tempo, conta com mais animação. No global das festas, atuam 16 bandas filarmónicas e 20 grupos folclóricos que irão fazer um total de 103 atuações. Os diversos grupos da Associação Regional Educação Artística, fazem 41 atuações e os Cantares tradicionais terão 9 atuações.

Haverão ainda 14 espetáculos musicais diversos.

Na edição das festas deste ano houve a preocupação de incrementar a descentralização, com maior representatividade de toda a Região Autónoma da Madeira. Por isso, nove dos 11 concelhos estão presentes na animação musical.

Integrante igualmente do programa estiveram o Roteiro das Missas do Parto, com a Direção Regional do Turismo a fazer, pela primeira vez, uma publicação que divulgou as Missas do Parto, em toda a ilha.

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