Especial 2018: Qual vai ser a trajetória da dívida portuguesa?

É um dos calcanhares de Aquiles da economia portuguesa.

Cristina Bernardo

Um rácio da dívida pública face ao PIB que deverá terminar 2017 nos 126,2% torna o endividamento português no quarto maior do mundo entre os países desenvolvidos, conforme realçou o ministro das Finanças, Mário Centeno, em setembro, numa tentativa de travar a euforia após a Standard & Poor’s ter surpreendido ao colocar a notação soberana em grau de investimento.

“Os outros exemplos que estão acima de nós não são exemplos que Portugal queira seguir, e nem pode seguir”, alertou.

Em dezembro, após ter sido eleito para liderar o Eurogrupo, Centeno voltou a recordar que a redução do peso da dívida é “absolutamente essencial”.

A acompanhar estes alertas, o ministro tem explicado que um dos objetivos da estratégia é precisamente cortar a dívida de forma sustentável. No Orçamento do Estado para 2018, o Governo sublinhou que o rácio deverá cair 3,8 pontos percentuais (p.p.) para 126,2% em 2017 e 2,8 p.p. no próximo ano para 123,5%.

Na base da queda está o efeito positivo da acumulação de excedentes primários e a diminuição o peso dos juros da dívida pública no PIB em 2017 e 2018 (3,9% e 3,6%, respetivamente) graças à evolução positiva da confiança dos investidores na economia e da melhoria das perspetivas pelas principais agências de rating.

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