FIFA poderá abdicar de 6,2 mil milhões de euros

Estudo da FIFA citado hoje pela Associated Press defende que um Mundial com 48 equipas divididas em 16 grupos de três será mais rentável, mas admite que o atual formato de 32 é o que “produz melhor qualidade futebolística”.

Carl Recine/Reuters

Estas conclusões, que colocam no topo o formato de 48 preferido pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, surgem num estudo de 64 páginas e que analisou cinco opções de modelo para o Mundial de 2026, o primeiro para o qual podem ser feitas alterações ao esquema competitivo.

A introdução de uma ronda extra a eliminar – 16 avos de final – seria mais apelativos para os Media e patrocinadores, concluindo-se que isso oferece “mais valor tangível e intangível à FIFA”.

De acordo com o estudo, a receita pode subir quase 20%, para 6,2 mil milhões de euros, números calculados através dos 5,3 mil milhões projetados para o Mundial de 2018, na Rússia.

Ainda assim, os custos organizativos também deveriam aumentar, de cerca de 1,9 mil milhões de euros para 2,2 mil milhões, sendo que o luco potencial cresceria cerca de 613 milhões.

Ainda assim, a FIFA adverte, antes do voto do seu órgão governativo de 10 de janeiro em Zurique, que “a decisão não deverá ter uma base financeira”.

“Ao invés, o objetivo de expandir o Campeonato do Mundo será avançar para a visão de promover o jogo de futebol, proteger a sua integridade e levar o jogo a todos”, observa o documento.

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