Quando chegará o primeiro carro-drone português? Dentro de 5 anos

Com o “Flow.me”, o CEiiA encerra um ciclo de trabalho de 10 anos, cruzando o setor automóvel, aeronáutica e sistemas inteligentes, e prepara-se para, em 2022, apresentar o primeiro carro-drone nacional, num projeto de integração de mobilidade horizontal e vertical.

O Flow.me é a mais recente proposta do Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA) para a mobilidade do futuro e irá ser testado, numa primeira fase, em processos logísticos em zonas industriais para, no futuro, poder estar associado ao transporte de pessoas em serviços de sharing e on-demand nas cidades, e representa a ambição da engenharia portuguesa no futuro da mobilidade.

Este projeto conta com um investimento global estimado de 18 milhões de euros e está a ser desenvolvido por um consórcio liderado pelo CEiiA, em parceria com entidades brasileiras e empresas portuguesas especializadas nos setores automóvel e aeronáutico. A fase de testes com protótipo funcional em ambiente reservado está prevista para a primeira metade de 2019.

Quanto à sua conceção, Helena Silva, diretora-executiva do CEiiA, explica que resulta da integração de um carro autónomo com um drone, sendo capaz de andar em estrada ou pelo ar, consoante a conveniência. “Sempre que pensamos num carro, imaginamos um veículo único, que incorpora um habitáculo, onde estão os passageiros, e um conjunto de sistemas – motor, eixos, rodas – que permitem ao veículo deslocar-se pela estrada. O que fizemos foi desconstruir este conceito, distinguindo e separando o habitáculo do sistema de locomoção. Desta forma, podemos ter vários sistemas de locomoção, adaptados aos diferentes meios, e que podem ser utilizados em estrada ou pelo ar”.

“Com o Flow.me podemos ter, por exemplo, um sistema de locomoção rodoviário – com rodas – e um sistema aéreo – um drone – que são acoplados a um mesmo habitáculo em diferentes momentos”, acrescenta.

O percurso do CEiiA começou há 15 anos em torno do veículo elétrico interativo, que hoje passou de tendência a realidade. Mais tarde, há cerca de 10 anos, o CEiiA criou a unidade de aeronáutica e abraçou o desafio de participar em dois dos projetos mais exigentes desenvolvidos neste sector: o AW 609 da Leonardo e o KC390 da EMBRAER, tendo sido colocada pela primeira vez a bandeira nacional num projeto aeronáutico à escala global. Recentemente, o Centro de Engenharia começou a trabalhar num conceito de mobilidade conectada, integrada e sustentável, desenvolvendo a plataforma mobi.me – hoje uma referência mundial na gestão da mobilidade em mais de 70 cidades a nível mundial.

 

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