Quando se fala em sustentabilidade, fala-se em ambiente

O tema importa, mas a prioridade é investir em cibersegurança e dados.

A QSP – Consultoria de Marketing, juntamente com a organização do QSP SUMMIT, lançou um estudo junto de gestores e líderes de empresas localizadas em Portugal. O desafio lançado passava por partilhar a perspetiva e as preocupações das empresas quanto ao futuro. Entre as conclusões, salienta-se:

  • 6% das empresas em Portugal tem programa ou plano de sustentabilidade. Nas grandes empresas esta formalização é já uma realidade para 77% do tecido empresarial; nas microempresas a taxa de programação não excede os 18%.
  • Das empresas que têm um programa ou plano de sustentabilidade, a vertente ambiental é a temática mais explorada (91.8%), em detrimento de outras componentes que também garantem a sustentabilidade dos negócios, tais como a Tecnologia (51.8%) e Formação/Educação (44.7%) que se mostram os temas menos referenciados.
  • A Cibersegurança (80.4%), a Recolha e Tratamento de Dados (72.4%) e a Responsabilidade Social (72.4%) são as áreas que empresas se mostram mais preocupadas em investir.

Neste sentido, depreende-se que o termo sustentabilidade não encontra um consenso junto do tecido empresarial português, sendo não raras vezes limitado às questões ambientais. A evolução do conceito também ainda não é transversal, uma vez que as micro e pequenas empresas estão mais preocupadas em investir em ideias avulso e não alinhadas num plano ou programa estruturado. O investimento em tecnologia, que é a grande prioridade das empresas, mesmo nos casos em que a empresa tem um programa de sustentabilidade, não está enquadrado e alinhado com os objetivos ou metas desse plano.

Sendo a responsabilidade social e a preocupação ambiental dos mais recentes assuntos em voga, não só no que concerne às empresas, mas também a nível pessoal, a sociedade tende em concentrar os seus recursos na melhoria destas vertentes, que tanto são anunciadas e validadas pelo mercado. Contudo, o ambiente é a temática com maior incisão nos planos de sustentabilidade das empresas (91.8%), mas a preocupação em investir na redução de consumo de energias não renováveis ou reaproveitamento e reutilização de matéria, por exemplo, não são das que mais se destacam (mencionado em 59.5% e 62.6%, respetivamente) na generalidade das maiores preocupações empresariais.

 

Um crescimento sustentável resulta da simbiose entre várias dimensões, mas nem todas estão no mesmo nível de prioridade de investimento nem são enquadradas num plano único. Aliado a esta necessidade de se conhecer melhor o conceito de Sustentabilidade e as diferentes visões que dela devem resultar, a 15ª edição do QSP SUMMIT, a decorrer de 28 a 30 de junho de 2022, no Porto, Matosinhos, segue com o mote ‘Building Sustainable Growth’. Serão vários os momentos de partilha de conhecimento e debates em torno das 5 vertentes da Sustentabilidade: económica, social, cultural, tecnológica e ambiental; abordadas por mais de 60 oradores e especialistas.

 

Para mais informação, consulte todo o programa em www.qspsummit.pt.

Recomendadas

Marques Mendes. Pilotos da TAP estão a ameaçar fazer “uma greve completamente imoral”

“Ainda por cima, falando de pilotos, falamos dos trabalhadores mais bem pagos em Portugal. Não apenas na TAP. Mas em todo o país”, disse Marques Mendes.

Ryanair desvaloriza impacto da greve do seu pessoal de cabine, falando em “perturbações menores”

“Menos de 2% dos 9.000 voos da Ryanair previstos para este fim de semana (24/25 e 26 de junho) foram afetados por greves menores e com pouco apoio das tripulações de cabine”

França pondera reabrir uma central de carvão devido à guerra na Ucrânia

A central a carvão em causa é a de Saint-Avold, na fronteira norte com a Alemanha. A ideia é a de reabrir a central provisoriamente, no próximo inverno.
Comentários