Para quando um curso superior em associativismo?

A criação de disciplinas específicas em associativismo nos vários ciclos do ensino superior é uma das recomendações estratégicas do Manifesto Associativo 2015, saído do Congresso Nacional das Coletividades, Associações e Clubes, que juntou 607 delegados no Fórum Lisboa. Falou o povo. Espera-se resposta da academia. Em Portugal, há cerca de 30 mil associações, mais de […]


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A criação de disciplinas específicas em associativismo nos vários ciclos do ensino superior é uma das recomendações estratégicas do Manifesto Associativo 2015, saído do Congresso Nacional das Coletividades, Associações e Clubes, que juntou 607 delegados no Fórum Lisboa. Falou o povo. Espera-se resposta da academia.

Em Portugal, há cerca de 30 mil associações, mais de 3 milhões de associados e entre 425 mil e 450 mil dirigentes associativos voluntários benévolos, que desenvolvem atividades nas áreas desportiva, da cultura, recreio e social.

Se as coletividades são uma peça fundamental no desenvolvimento social, os seus dirigentes estão na linha da frente da generosidade: não só não são remunerados como, muitas vezes ainda desembolsam para pôr de pé aquilo em que se envolvem. “Gente que faz com pouco aquilo que outros não fazem com muito”, nas palavras de Augusto Flor, Presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto, no Congresso Nacional das Coletividades, Associações e Clubes, que reuniu no Fórum Lisboa, na capital, 607 delegados, representando 377 instituições de norte a sul do país, incluindo as regiões autónomas.

A história de Portugal deve-se fundamentalmente a esta vontade, a este empenhamento solidário e fraterno dos portugueses”, sublinhou Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura a quem coube a intervenção de fundo na sessão de abertura. “Sós, isolados, nada conseguimos. Daí a importância deste Congresso.”

Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, que presidiu à mesa de encerramento do Congresso, exclamou, comovido, para a plateia que lotava o Fórum Lisboa: “Senti que a verdadeira casa da democracia esteve aqui, no Fórum Lisboa”.

Durante um dia, que culminou dezenas de outros dias, plenos de reuniões e de encontros temáticos que o antecederam, o Congresso pautou-se pela elevada qualidade do debate, por vezes empolgado, de dezenas de dirigentes associativos das várias vertentes da Confederação e vozes representativas da sociedade civil.

José Ribeiro e Castro, antigo deputado do CDS/PP, por exemplo, centrou a sua intervenção na diversidade do associativismo.

José Manuel Constantino, Presidente do Comité Olímpico de Portugal, evidenciou o papel do desporto “bem social público” para o desenvolvimento das sociedades, vincando a importância da atividade enquanto geradora de emprego e criadora de riqueza.

Filipe Parra Martins, da direção da Associação Cultural dos Músicos, denunciou o desinvestimento dos últimos anos na cultura, que afetou não só as atividades culturais como o acesso à própria cultura.

José Romeira, da direção dos Leões do Sul Futebol Clube, da pequena aldeia de São Bartolomeu do Sul, no concelho de Castro Marim, Algarve, levantou a questão de como atrair os mais novos para as responsabilidade de direção, numa sociedade cada vez menos humanista.

Cesário Borga, antigo presidente do Sindicato dos Jornalistas, abordou a importância da comunicação para as coletividades, deixando algumas sugestões práticas. “É preciso insistir, persistir, uma, dez, vinte vezes”.

As coletividades, associações e clubes da aldeia ou do bairro são, muitas vezes, o primeiro contacto com o ensino da música ou o começo de uma modalidade desportiva. Têm um lugar estruturante na formação dos miúdos e jovens. Como vincou o maestro Jorge Costa Pinto: “As bandas ainda são hoje as escolas primárias do ensino da música”.

Além da criação de disciplinas específicas nos vários ciclos do ensino superior (particularmente licenciatura), pós-graduações, mestrados e doutoramentos, incentivar a academia na produção de conhecimento nas áreas envolventes à atividade associativadesporto, cultura e recreio – foi outra recomendação feita às entidades promotoras do conhecimento e investigação. No total, seis grandes linhas de recomendações, destinadas a igual número de estruturas do poder, integram o Manifesto Associativo 2015, aprovado a sete de novembro.

Por Almerinda Romeira

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