“Que mais tem de acontecer para que Eduardo Cabrita se demita?”, pergunta líder do CDS-PP

Francisco Rodrigues dos Santos recorda que Eduardo Cabrita tem estado envolvido em diversas polémicas que passam pelo SEF e agora culminam com a antecipação dos boletins de votos.

Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS-PP, pediu esta terça-feira a demissão do ministro da Administração Interna (MAI) Eduardo Cabrita e questionou sobre “que mais tem de acontecer” para que se concretize a saída deste ministro do Governo.

Na publicação no Facebook, o centrista recorda alguns dos momentos que marcaram a atuação do MAI nos últimos meses. “Depois das compra de golas inflamáveis para a proteção civil, depois de um cidadão ucraniano à guarda do Estado português ter sido assassinado nas instalações do SEF, depois de ter sido desautorizado pelo Diretor Nacional da PSP sobre o desmantelamento do SEF, depois de a GNR ter sido ameaçada e insultada em Alter do Chão, quando tentava por cobro a uma festa, tendo sido forçada a regressar ao posto devido a falta de meios, depois de a GNR, em Fernão Ferro”, lembrou Francisco Rodrigues dos Santos.

O presidente do CDS recordou ainda que Eduardo Cabrita decidiu “fechar os postos e por os agentes com coletes anti balas na sequência de ameaças de vingança, depois da GNR ter sido mandada parar pela PSP em Évora, quando fazia escolta à carrinha com as vacinas, e agora com mais trapalhada com os boletins de voto para as eleições presidenciais”.

Sobre a continuação de Eduardo Cabrita como ministro, Francisco Rodrigues dos Santos garante que “diz muito sobre a erosão do conceito de responsabilidade política que vigora em Portugal”. “Sucedem-se os inquéritos, mas o Ministro vai-se arrastando penosamente nas suas funções. Eduardo Cabrita tem o efeito de “toque de Midas”, mas ao contrário”, completou.

“Onde toca, os resultados não podiam ser piores. Até quando vai permitir este embaraço nacional, Sr. Primeiro Ministro?”, questiona Francisco Rodrigues dos Santos.

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