Quem são os oito oligarcas russos que morreram misteriosamente nos últimos meses?

Hoje foi dado como morto o oitavo oligarca russo em apenas alguns meses. A maioria estão relacionados com empresas que trabalham na produção de gás e de combustível.

Foto: Lukoil/Divulgação

Esta quinta-feira, foi dado como morto Ravil Maganov, presidente da Lukoil, a segunda maior produtora russa de combustível. Segundo indicam os relatos que chegam da Rússia, o homem, de 67 anos, ao caiu da janela e não terá resistido aos ferimentos. Mas esta morte não é um caso isolado.

Segundo noticia o portal “Business Insider”, nos últimos meses, foram sete os outros oligarcas russos que perderam a vida em circunstâncias de aparente suicídio, a maioria deles ligados a empresas que trabalham com o gás e o combustível russo.

Ravil Maganov

O evento mais recente da morte de um oligarca russo é a de Maganov, que desde o ano 2000 era presidente da Lukoil, a segunda maior produtora de combustível russo, onde trabalhava desde 1993.

O homem perdeu a vida depois de cair de uma janela e as autoridades russas acreditam fortemente na possibilidade de se tratar de um suicídio.

A Lukoil era crítica da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, tendo apelado a um cessar-fogo no passado.

“Apoiamos fortemente um cessar-fogo duradouro e uma solução de problemas por meio de negociações sérias e diplomacia”, reiterou o conselho da empresa, em março.

Sergey Protosenya

O milionário e oligarca russo Sergey Protosenya foi encontrado enforcado, no dia 19 de abril, numa residencial de luxo, em Espanha. No mesmo apartamento estavam também a mulher e a filha de 18 anos, também elas mortas.

O homem, de 55 anos, trabalhou da Novatek, um gigante na produção de gás russo, e tinha uma fortuna na ordem dos 433 milhões de euros, de acordo com a “Telecinco”.

A primeira teoria da polícia catalã foi de que Protosenya havia morto as duas mulheres antes de cometer suicídio. No entanto, essa possibilidade foi negada pela própria empresa, que garante que se tratava de um “espetacular homem de família”.

Fedor, filho de Protosenya que escapou ao ataque, tem uma ideia semelhante. Em declarações ao “MailOnline”, sublinhou que o seu pai “nunca faria algo que magoasse” a sua mãe e irmã.

Vladislav Avayev

No dia 18 de abril, Vladislav Avayev foi encontrado sem vida no seu apartamento, em Moscovo. Tinha sido baleado, juntamente com a sua mulher e a filha, de 13 anos, de acordo com o que foi relatado pela agência de notícias estatal, a “Tass”.

O apartamento estava trancado por dentro e os investigadores estão a dar prioridade à teoria de que o homem terá assassinado a mulher e a filha antes de tirar a própria vida.

Avayev foi vice-presidente da Gazprombank, uma subsidiária privada do gigante russo da energia Gazprom.

Vasily Melnikov

O multimilionário russo foi encontrado morto no seu apartamento, em Nizhny Novgorod, segundo relatou o diário russo “Kommersant”, no dia 23 de março.

Melnikov terá sido esfaqueado até perder a vida, à semelhança da sua mulher e dos seus dois filhos, de dez e quatro anos. No local, foram encontradas facas, que as autoridades acredita serem as armas do crime.

A teoria em investigação é de que o homem terá morto a sua família antes de cometer suicído.

O oligarca era dono da MedStom, empresa produtora de equipamento médico.

Mikhail Watford

O oligarca foi encontrado enforcado na garagem de sua casa, em Surrey, Inglaterra, a 28 de fevereiro, segundo noticiou a britânica “BBC”.

Nascido na antiga URSS, num território que hoje faz parte da Ucrânia, mudou-se para o Reino Unido nos anos 2000, juntamente com a sua mulher.

Formou a sua fortuna nas indústrias do petróleo e do gás.

A polícia de Surrey, citada pela mesma estação, reiterou que não existiam circunstâncias suspeitas.

Alexander Tyulyakov

Mais um oligarca encontrado enforcado, na garagem do seu prédio, perto de St. Petersburgo, no dia 25 de fevereiro, de acordo com o jornal russo “Novaya Gazeta”.

A polícia disse ter encontrado uma carta de suicídio.

O homem era diretor da Gazprom, empresa que também está a investigar o sucedido, de acordo com a mesma fonte.

Leonid Shulman

Mais um oligarca que trabalhava na Gazprom, neste caso encontrado morto em janeiro, ainda antes do começo da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Junto ao seu corpo estava uma carta que terá escrito antes de pôr fim à própria vida, onde diz que não quer ser uma “pessoa desabilitada” ou um “peso” para a sua família. O homem queixava-se de dores insuportáveis numa perna partida, de acordo com a “Novaya Gazeta” e o portal “78.ru”.

Ainda assim, a primeira das duas fontes questiona a autenticidade da carta, sublinhando que Shulman teria acesso a medicação de alta qualidade para as dores.

Alexander Subbotin

Antigo executivo da Lukoil, Subbotin foi encontrado morto na sua casa, em Mytishchi, Rússia, de acordo com a agência de notícias “Tass”.

O homem sofreu um ataque de coração, mas a morte continua a ser investigada pelas autoridades.

Uma fonte próxima indicou à agência que o oligarca terá chegado a casa totalmente embriagado e com uma intoxicação devido ao consumo de drogas no dia anterior a ter sido encontrado sem vida.

Recomendadas

Rússia apoderou-se formalmente da central nuclear de Zaporijia

A central de Zaporijia, a maior central nuclear da Europa, está nas mãos das tropas russas desde o início de março.

Primeira-ministra dinamarquesa convoca eleições antecipadas para novembro

O Partido Social Liberal, uma das formações que dá maioria ao Governo social-democrata, tinha ameaçado Frederiksen com uma moção de censura se não convocasse eleições, após apresentar em junho um relatório crítico sobre a gestão feita pelo executivo em relação ao abate de milhões de visons, devido a uma mutação do coronavírus.

Prémio Nobel da Química para 3 cientistas responsáveis química ‘bioorthogonal’

O termo química ‘bioorthogonal’ refere-se a qualquer reação química que pode ocorrer dentro de sistemas vivos sem interferir nos processos bioquímicos nativos. O termo foi cunhado por Carolyn R. Bertozzi em 2003.
Comentários