Quénia: Supremo Tribunal confirma resultados eleitorais

William Ruto é oficialmente o novo presidente do Quénia, após a sua eleição ter sido confirmada pelo Supremo Tribunal. Não há evidências de contestação da decisão nas ruas tantas vezes conflituosas do país.

Quénia

O ex-vice-presidente do Quénia, William Ruto, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de 9 de agosto passado pelo Supremo Tribunal, depois de decidir sobre uma série de petições apresentadas pelo seu adversário mais próximo, Raila Odinga, líder da oposição. O veredicto foi unânime entre os sete juízes que compõem aquele tribunal superior.

Em 15 de agosto, Ruto foi declarado vencedor da votação por Wafula Chebukati, presidente da Comissão Eleitoral e de Fronteiras Independente (IEBC), com 50,4% dos votos contra 48,8% de Odinga. A divisão de votos era clara, mas pior era a divisão entre aquele órgão: quatro dos sete comissários não subscreveram os resultados.

O presidente a IEBC havia dito na altura que os quatro comissários que não subscreveram os resultados não tinham mostrado nenhuma evidência de que a eleição tivesse sido comprometida. Do mesmo modo, o Supremo não encontrou motivos para invalidar os resultados. Odinga alegara entretanto que estes haviam sido adulterados por hackers que se tinham introduzido nos servidores da IEBC.

A decisão abre agora caminho para William Ruto ser empossado como o quinto presidente do Quénia nos próximos dias. Atualmente com 55 anos, Ruto foi eleito vice-presidente em 2013 e 2017 ao lado do ex-presidente Uhuru Kenyatta. Mas a dupla desentendeu-se em 2018 após uma trégua política inesperada entre Kenyatta e seu ‘inimigo’ político Raila Odinga.

O desentendimento e cruzamento de linhas políticas acabou por determinar que o presidente que agora acaba funções apoio o antigo adversário em detrimento do seu antigo vice-presidente.

Os analistas temiam que este emaranhado acabasse por resultar em mais um período pós-eleitoral submerso na violência, como tantas vezes antes sucedeu no Quénia. Mas desta vez tudo aconteceu de forma diferentes. E segundo relatos vindos do país, não há sinais de que Odinga e as suas hostes estejam a ponderar contestar nas ruas a decisão do Supremo. Pelo menos para já.

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