Quer deixar de fumar? O Estado ajuda

Medicamentos para ajudar a deixar de fumar vão ser comparticipados em 37%

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes anunciou ontem uma nova medida que prevê a comparticipação em 37% dos medicamentos para deixar de fumar.

A nova lei impõe pelo menos uma consulta de apoio intensivo à cessação tabágica em todos os agrupamentos de centros de saúde e medicamentos antitabágicos sujeitos a receita médica com comparticipação de 37%, admitindo-se a possibilidade de no futuro, distribuir gratuitamente nos centros de saúde medicamentos de substituição de nicotina.

O ministro acredita que o preço dos tratamentos pode ser uma barreira e vem com esta medida de comparticipação tentar repor alguma justiça social.

Segundo dados do Infarmed, um dos medicamentos mais usados para deixar de fumar, Zyban, custa cerca de 70 euros, um valor que desce para 45 euros com esta medida.

Ana Figueiredo, vice-presidente da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo classifica a medida como “excelente”. “O tabagismo é uma doença”, lembra. “Não há razão para que não haja comparticipação do SNS”.

O Ministério da Saúde salientou que “para já, só os medicamentos com receita médica serão comparticipados. No futuro poder-se-á equacionar a distribuição gratuita nos centros de saúde dos tais pensos transdérmicos ou outros produtos para deixar de fumar”.

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