“Queremos contribuir para um mundo mais sustentável”

Tiago Sá, CEO do WiseCrop, explica ao Jornal Económico como esta ferramenta ajuda os produtores a produzir mais e melhor.

Tiago Sá, CEO do WiseCrop, explica ao Jornal Económico como este projeto ajuda os produtores a produzir mais e melhor.

Como nasceu o WiseCrop?

Nasceu de um projeto académico que consistia em criar um sistema de dispositivos eletrónicos capazes de medir variáveis ambientais (temperatura, humidade, etc) e agir no mundo real através da atuação em lâmpadas, ventoinhas ou outros dispositivos. Desde logo percebemos que este sistema teria aplicação no setor agrícola, já que permitia aos produtores terem acesso à sua exploração em tempo-real, onde quer que estivessem. Depois deste pilar de aquisição de dados e controlo remoto estar robusto, passamos a dar ao agricultor um nível de informação superior: construímos a Camada de Inteligência do WiseCrop que fornece ao agricultor indicadores claros e precisos das mais diversas condições da exploração. Hoje, o WiseCrop é muito mais do que alguma vez foi. O WiseCrop é o Sistema Operativo da Agricultura. Uma solução completamente integrada que oferece na mesma interface todas as ferramentas necessárias a uma tomada de decisão consciente, poupando tempo e dinheiro, ao mesmo tempo que dá conforto e segurança ao Agricultor.

Como passaram da ideia ao negócio?

O projeto foi sendo desenvolvido progressivamente, num ciclo constante de desenho, implementação, validação e reformulação. Desta forma garantimos que a nossa ideia estava adequada às reais necessidades do mercado e reduzíamos o risco de insucesso.

Qual o objetivo da WiseCrop e como funciona?

O nosso objetivo é claro: ajudar os Produtores a produzir mais e melhor, com menos recursos, contribuindo para um mundo mais sustentável. Fazemos isto dando ao Produtor tudo aquilo que ele precisa, desde os equipamentos de sensorização e controlo, às ferramentas web, passando pelos serviços fornecidos por outras entidades. Tudo na mesma plataforma, completamente integrado e de muito fácil utilização.

Qual o modelo de negócio?

O modelo de negócio é simples e orientado às necessidades do Produtor, que só paga por aquilo que necessita. Pode comprar os Dispositivos (sensores) que mais lhe convêm, pagando uma anuidade pelo acesso aos dados recolhidos; Pode optar pelas Aplicações disponíveis, individualmente ou em pacotes; Pode requisitar Serviços em qualquer instante, pagando apenas pelo serviço pretendido (Análises ao solo, folha e água, imagem aérea, previsão meteorológica avançada, etc). Qualquer das opções é independente das outras, garantido uma adequação às reais necessidades de cada Produtor.

A internacionalização está em que ponto?

Existem já contactos estabelecidos com algumas empresas internacionais, que esperamos concretizar já no início de 2017.

Qual a faturação conseguida em 2015 e como prevê fechar em 2016?

As vendas tiveram início no final de 2015, mas só em 2016 é que começamos a fazer crescer o negócio. Esperamos que 2017 seja o ano do “salto”, em que realmente marcamos a diferença.

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