Quinta Nova: Simples delícia da sedução

A adega da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, situada na margem direita do Douro, na sub-região do Cima Corgo, tem mais de 250 anos de história.

Mas a quinta propriamente dita é anterior, tendo sido uma das grandes terras pertencentes à Casa Real Portuguesa. O primeiro proprietário identificado data de 1725. Nessa altura, a adega vinificava mais de 3.500 pipas e as vinhas foram integradas na primeira demarcação de vinhos da região.

Em 1999, a família Amorim, pela mão do recém-desaparecido patriarca Américo Amorim, adquiriu a Quinta Nova, reforçando laços antigos à produção de vinhos e às casas exportadoras de Vila Nova de Gaia, por via do negócio da cortiça. Hoje, em dia, a Quinta Nova é liderada pela quarta geração da família Amorim, através da administradora Luísa Amorim. A vinha estende-se por 120 hectares, muitas vezes em socalcos, ao longo de 1,5 quilómetros da margem do Douro. Com declives superiores a 45º e uma altitude máxima de 297 metros, a plantação média é de 3.500 pés por hectare, originando uma produção média de quatro mil quilos por hectare. Numa zona caracterizada por pouca concentração de humidade, num microclima mediterrânico, com excelente exposição solar a sul e poente, verões muito quentes e invernos muito frios e chuvosos, com precipitações médias anuais de 400 milímetros, ocorre uma maturação mais rápida e de maior qualidade, com uvas com açúcares e cores mais acentuadas. Nos últimos anos, a Quinta Nova tem apostado na enologia e na sofisticação. Este mês foi lançado no mercado o Quinta Nova Terroir Blend Reserva, um tinto da colheita de 2015, “com um blend único, desenvolvido ao longo de 21 meses, para traduzir a essência e o caráter destas vinhas durienses”, sublinha a nota de imprensa desta casa agrícola da família Amorim. Mark Squires, provador de vinhos portugueses para a publicação especializada ‘Wine Advocate’, atribuiu recentemente uma classificação de 91-93 no máximo de 100 pontos a este vinho, referindo-se-lhe como “simplesmente delicioso” e “sedutor”.

Para o enólogo Jorge Alves, um dos responsáveis por Terroir Blend Reserva, este vinho manifesta-se através da “densidade e força de aromas alegres e frescos, oferecidos pelos mirtilos e cássis”, acrescentando que, “de seguida encontramos o lado mais sofisticado da especiaria branca cedido pela boa madeira de carvalho francês e, a fechar, uma estrutura musculada e uma textura suculenta que entrelaçam com o corpo do vinho e o fazem terminar tenso, longo e profundo”.

Segundo as notas de prova, este vinho remete-nos para a vinha, para a parcela, para o socalco. Destaca-se ainda “a cor intensa de uma vindima soberba”. O vinho deve ser mantido sem luz e em local fresco (13ºC a 14ºC) e deve ser servido de 15ºC-18ºC. Pode ser apreciado desde já.

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