Quo vadis Europa? “Há que controlar e punir o tráfico de armas”

Manuela Niza Ribeiro, presidente do Sindicato dos Funcionários do SEF e professora universitária, aponta soluções para um continente que enfrenta a ameaça do terrorismo.


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O Daesh já é um perigo para Portugal?
O Daesh é um perigo para toda a Europa. A noção de Estado limitado por fronteiras, impenetrável, há muito que não existe na Europa. O Espaço Schengen foi uma evolução civilizacional que tem obviamente, como qualquer outra, alguns senãos.

O país não tem controlo sobre as fronteiras abertas ao mar. Faz sentido um maior controlo?
Não tem controlo? Quem disse? Temos fronteiras marítimas (portos) e muitos. Todos eles vigiados pelo SEF.

Poderá haver entradas pelo Algarve?
Pode sim, embora os teóricos do mar digam que a travessia (por ser Oceânica) é demasiado perigosa. Não contam com o desespero de uns nem com a audácia de outros.

Faz sentido montar um escritório da ACNUR em Portugal?
Completamente e já não é sem tempo. A questão dos refugiados não pode estar apenas nas mãos de um serviço que tem uma forte vertente policial.

Os serviços criminais e o SEF estão suficientemente atentos à realidade do terrorismo?
Sim e desde há muito.

A história do terrorismo não nos corta liberdades fundamentais contidas na Constituição?
A grande questão que se nos coloca a todos, portugueses e europeus, é saber de quanto da nossa liberdade estamos dispostos a abrir mão para uma maior segurança. A Lei do SIS que não passou
na anterior assembleia deverá rapidamente ser aprovada.

A migração é um efeito e consequência da guerra no Médio Oriente. Como se pode tratar? Permitindo a imigração, ou deve haver intervenções militares territoriais?
Não é assim tão simples porque qualquer uma dessas soluções são imediatistas e de curto alcance. Primeiro, há que controlar e punir o tráfico/venda de armas.  Segundo secar as fontes de financiamento. Terceiro ter políticas concretas e consequentes de integração. Esta não será uma guerra rápida. Infelizmente, levará décadas.

A Europa não tem política externa. Essa é um dos falhanços que impediram a criação da entidade UE?
Essa é uma das razões que me levam a dizer que, claramente, a União Europeia não existe. Existe uma união monetária à qual nem todos aderiram e meia dúzia de agências dispersas e inoperantes.
A inexistência de uma política externa comum esteve na origem dos conflitos balcânicos e, desde então, nada  aprendemos. Mas não só! Necessitamos de um sistema de Segurança Comum de facto, e não apenas nas leis e diretivas.

As honras da casa na Europa são feitas pela NATO. É suficiente para o velho continente a força NATO? Não deveria a Europa preparar-se?
Parece-me que a resposta anterior é suficiente. Mas acrescento: a força NATO, neste momento, pode estar manietada pela necessidade de cumprir determinados requisitos que já não se compadecem
com a urgência das respostas. Há que entender que vivemos uma realidade completamente nova e que os velhos paradigmas estão ultrapassados e obsoletos. Continuar a insistir neles é um erro que nos pode sair muito caro.

Por Vítor Norinha/OJE

Estes artigos integram um Especial sobre o Daesh publicado pelo OJE
Atentados de Paris alteram atitude do Ocidente na Síria
http://www.oje.pt/daesh-no-top-10-dos-produtores-de-petroleo-da-opep/
Quo vadis Europa? “Neutralizar o Daesh exigirá tropas no terreno”
Quo vadis Europa? “Há que controlar e punir o tráfico de armas”

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