Quo vadis Europa? “Neutralizar o Daesh exigirá tropas no terreno”

Rui Pereira, ex-ministro da Administração Interna e professor catedrático, aponta soluções para um continente que enfrenta a ameaça do terrorismo.


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O Daesh já é um perigo para Portugal?
É na medida em que qualquer Estado-membro da União Europeia e da NATO é considerado inimigo da organização terrorista. Além disso, Portugal ocupa território do Califado que a organização pretende reconquistar. No entanto, o perigo não é comparável ao que a França está a correr.

O país não tem controlo sobre as fronteiras abertas ao mar. Faz sentido um maior controlo?
O controlo da fronteira atlântica terá de ser reforçado no futuro, até porque ela é hoje a fronteira comum dos Estados que integram o Espaço de Liberdade, Segurança e Justiça. Todavia, não é daí que virá a ameaça terrorista.

Poderá haver entradas pelo Algarve?
Muito dificilmente, tal como a experiência tem revelado, dada a maior proximidade e acessibilidade da Espanha.

Faz sentido montar um escritório da ACNUR em Portugal?
Pode fazer sentido, sem embargo de, por exemplo, o Conselho Português para os Refugiados (que representa o ACNUR) vir cumprindo dedicada e competentemente o seu papel.

Os serviços criminais e o SEF estão suficientemente atentos à realidade do terrorismo?
Serviços de informações e órgãos de polícia criminal estão atentos ao fenómeno, que consideram, desde há muitos anos, prioritário e cooperam estreitamente com os seus congéneres estrangeiros.

A história do terrorismo não nos corta liberdades fundamentais contidas na Constituição?
Há constrangimentos difíceis de entender, como a proibição constitucional dos serviços de informações fazerem escutas preventivas para combater o terrorismo, tendo em conta que
os restantes Estados da União Europeia as podem fazer.

A migração é um efeito e consequência da guerra no Médio Oriente. Como se pode tratar? Permitindo a imigração, ou deve haver intervenções militares territoriais?
Tem de se combater o terrorismo também na Síria e no Iraque, neutralizando o DAESH, o que, a prazo, exigirá a presença de tropas no terreno. A paz na região será essencial para estancar o fluxo de refugiados.

A Europa não tem política externa. Esse é um dos falhanços que impediram a criação da entidade UE?
É necessário e urgente reforçar a União Europeia, designadamente no campo das políticas de segurança, de defesa e externa.
No futuro, a União Europeia será uma Federação de Estados, embora dotados de larga autonomia, ou desaparecerá.

As honras da casa na Europa são feitas pela NATO. É suficiente para o velho continente a força NATO? Não deveria a Europa preparar-se?
A NATO é decisiva para manter a aliança entre as duas margens do Atlântico, decisiva para a segurança da Europa. Porém, a Europa deve ter a sua própria capacidade militar.

Por Vítor Norinha/OJE

Estes artigos integram um Especial sobre o Daesh publicado pelo OJE
Atentados de Paris alteram atitude do Ocidente na Síria
http://www.oje.pt/daesh-no-top-10-dos-produtores-de-petroleo-da-opep/
Quo vadis Europa? “Neutralizar o Daesh exigirá tropas no terreno”
Quo vadis Europa? “Há que controlar e punir o tráfico de armas”

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