Rainha de Inglaterra diz na sua mensagem de Natal que “2019 foi bastante acidentado”

O ‘The Guardian’ chega mesmo a comparar 2019 com 1992, o chamado “annus horribilis” para a família real, quando três dos seus filhos se divorciaram e o castelo de Windsor foi danificado por um incêndio de grande magnitude.

A tradição em Inglaterra mantém-se e a Rainha Isabel II continua a fazer o discurso de Natal. Cerca de 10 meses após subir ao trono inglês, em 1952, Isabel II realizou o seu primeiro discurso natalício por via rádio, sendo que o primeiro em direto na televisaão aconteceu em 1957.

Agora, 67 anos depois da primeira mensagem de Natal para o país e para a Commonwealth, a primeira rainha de Inglaterra continua a tradição do país. O jornal ‘The Guardian’ teve acesso à mensagem pré-gravada da monarca, onde esta sustenta que “2019 foi bastante acidentado”.

Arrastada para uma crise constitucional por Boris Johnson e a saída do príncipe André da vida pública após o seu envolvimento no escândalo de Jeffrey Epstein.

Na mensagem a que o jornal britânico teve acesso, a rainha diz algumas palavras referentes ao Brexit, declarando que a nação dividida pela Europa tem de “deixar as diferenças do passado para trás” e “honrar a liberdade e democracia” que foram conquistadas na Segunda Guerra Mundial.

“O caminho nem sempre é tranquilo e, por vezes, este ano pareceu bastante acidentado”, declara na mensagem que será transmitida no dia 25 de dezembro.

Apesar da monarca não sustentar o que quer dizer com “acidentado”, este ano foi complicado para o Reino Unido e para a família real em especial. Em setembro, Boris Johnson prorrogou o parlamento britânico por cinco semanas e Isabel II foi obrigada a intervir no auge da crise do Brexit.

Também o envolvimento do príncipe André, apelidado do filho preferido da rainha, no escândalo Epstein, o facto de o duque de Edimburgo causar um acidente rodoviário e não pedir desculpa aos dois feridos que desse resultaram, e também o facto dos duques de Sussex utilizarem de jacto privado para se deslocarem em férias após falarem de questões ambientais, bem como as discussões em que os duques de Sussex se têm envolvido com a imprensa.

O ‘The Guardian’ chega mesmo a comparar 2019 com 1992, o chamado “annus horribilis” para a família real, quando três dos seus filhos se divorciaram e o castelo de Windsor foi danificado por um incêndio de grande magnitude.

De acordo com a publicação, a rainha gravou a mensagem natalícia numa secretária decorada com fotografias da família, mas onde falta o retrato do príncipe mais novo, Harry, e da sua mulher e filho, Meghan Markle e o pequeno Archie, sendo este um sinal de problemas dentro da família real.

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