Rating: Portugal está exposto à quebra do turismo, mas tem fontes de “resiliência”

Numa nota de research, divulgada esta sexta-feira, a agência de notação financeira salienta que a queda do turismo deverá estender-se além do verão deste ano. Portugal, Croácia, Grécia, Espanha, Malta, Chipre e Itália são os países mais afetados na Europa. 

Portugal é um dos países mais expostos ao impacto da quebra acentuada do turismo, a par dos restantes países do Sul da Europa. Contudo, este fator não deverá afetar para já o rating destes países, segundo a Moody’s.

Numa nota de research, divulgada esta sexta-feira, a agência de notação financeira salienta que a queda do turismo deverá estender-se além do verão deste ano. Portugal, Croácia, Grécia, Espanha, Malta, Chipre e Itália são os países mais afetados na Europa.

“Embora o choque tenha tido um impacto negativo substancial sobre o emprego, a dívida pública e o crescimento económico, os países mantêm outros pontos forte de crédito, reconstruídos nos anos que se seguiram à crise da dívida do euro”, refere.

Sarah Carlson, vice-presidente sénior da Moody’s e coautora do relatório com o analista da agência Petter Bryman, assinala que “as preocupações persistentes dos turistas sobre saúde e segurança, regras de quarentena e a desaceleração da económica desencadeada pela crise significam que a atual crise deve durar além deste verão”.

A Moody’s alerta que a dificuldade de distanciamento social em aviões comerciais irá penalizar especialmente os países cujo turismo está muito dependente das companhias aéreas. “Por outro lado, os países facilmente acessíveis de carro estarão menos expostos a esses risco”, refere, antecipando que o turismo intercontinental deverá ter uma recuperação particularmente lenta após a pandemia.

No entanto, sublinha que a ação do Banco Central Europeu poderá atenuar alguns dos efeitos negativos. “Muitos dos países vulneráveis à desaceleração do turismo têm fontes de resiliência económica, institucional e orçamental que lhes permite a estabilidade nos ratings, apesar do impacto económico e orçamental da pandemia”, realçou Sarah Carlson.

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