Reabilitação da sede do Banco de Portugal distinguida com Prémio Valmor

Os trabalhos de reabilitação e recuperação do quarteirão ocupado pela sede do Banco de Portugal, sob projeto dos arquitetos Gonçalo Byrne e João Pedro Falcão de Campos, decorreram entre 2010 e 2012.

Cofre no Banco de Portugal

O projeto de reabilitação e restauro da sede do Banco de Portugal, onde está instalado o Museu do Dinheiro, foi distinguido hoje com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura.

Segundo o Banco de Portugal, o Prémio Valmor, atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa, (um dos mais prestigiados prémios de arquitetura nacionais) “vem reconhecer a qualidade e a importância da obra promovida pelo Banco de Portugal no âmbito da revitalização da zona histórica da Baixa/Chiado”.

Os trabalhos de reabilitação e recuperação do quarteirão ocupado pela sede do Banco de Portugal, sob projeto dos arquitetos Gonçalo Byrne e João Pedro Falcão de Campos, decorreram entre 2010 e 2012. “As obras incluíram trabalhos de demolição, reforço de fundações, escavações e a harmonização arquitetónica dos oito edifícios que compunham o quarteirão ocupado pelo Banco de Portugal”, explica o banco central.

“O projeto permitiu ao Banco de Portugal honrar o compromisso que assumiu perante a Câmara Municipal de Lisboa de contribuir para a reabilitação da Baixa/Chiado, mantendo naquela zona histórica da cidade parte dos seus serviços e criando na antiga igreja de São Julião um novo espaço de fruição cultural, o Museu do Dinheiro, que foi recentemente distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia como o “Melhor Museu do Ano 2017”, diz o Banco de Portugal.

Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal refere que “o Prémio Valmor é uma distinção que honra e que orgulha o Banco de Portugal. O Banco de Portugal é uma instituição consciente de que tem um contributo a dar para a preservação e para a valorização do património, para a promoção da cultura e para o desenvolvimento sustentável da comunidade a que pertence. A reabilitação da sede e a instalação do Museu do Dinheiro são expressão desse desígnio de sustentabilidade, que continua e continuará a ser uma preocupação estratégica do Banco de Portugal”.

Uma das vertentes da intervenção foi a recuperação da antiga igreja de São Julião, que envolveu a demolição das casas-fortes que aí tinham sido instaladas pelo Banco, o restauro do altar-mor primitivo, a recuperação da cantaria e a reconstituição dos balaústres pombalinos e das pinturas originais.

“Refletindo esta orientação estratégica, o Banco de Portugal decidiu investir o valor pecuniário do Prémio Valmor na criação de um novo prémio do Banco que vai distinguir um projeto de reabilitação arquitetónica ou paisagística com benefício evidente para a comunidade”, anuncia o BdP.

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